franzen, j. o cérebro do meu pai.

“Sentamo-nos em frente à lareira e, sem pensar, levados apenas por um lamentável hábito, fotografamos um homem que, se não soubesse mais nada, parecia saber que projetava uma figura triste demais para aparecer em fotografias. Hoje tais imagens me parecem horríveis: meu pai na cadeira de rodas como uma marionete sem cordas, o olhar fixo e alienado, a boca entreaberta, os óculos manchados pelo flash e quase caindo do nariz; o rosto de minha mãe, a máscara de um desespero razoavelmente contido; e minha mulher e eu exibindo sorrisos grotescos ao nos aproximarmos para tocar meu pai.”

(Trecho do relato ‘O cérebro do meu pai’, de Jonathan Franzen, na Piauí, ed. 69)

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-69/memorias-de-familia/o-cerebro-do-meu-pai

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