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Monthly Archives: Dezembro 2012

Wes Anderson & Noah Baumbach conversando na biblioteca pública de New York. O vídeo é grandinho, dividido em 10 partes, mas vale a pena. Se você estiver com preguiça, assista o primeiro (sobre The squid and the whale), o sexto vídeo da metade para frente (sobre Bottle rocket), o início do sétimo vídeo (sobre kicking and screaming) e o nono da metade em diante (sobre o teste com crianças para Fantastic Mr. Fox). Esse nono vídeo é o melhor, se você estiver babando de preguiça, assista só esse.

Falam de Fantastic Mr. Fox majoritariamente, mas também de The squid and the whale, Isabela Rosselini, David Lynch, franquia 007, gravação da cena do rio em The darjeeling limited, The life aquatic… e a possibilidade da família Cousteau achar que era plágio e como a Touchstone ‘consertou’ isso, Margot at the wedding, filmes que acontecem em um único lugar ou em um único dia, a diferença de se fazer um filme animado, primeiros filmes, como Wes Anderson já sabia o que queria em Bottle rocket, a premiere de Bottle rocket, a premiere de Kicking and screaming, o experimento com o grupo de crianças durante o processo de criação de Fantastic Mr. Fox e muito mais…

E a risada do Wes Anderson é sensacional.

1. Jane Eyre, Cary Fukunaga, 2011; 2. Shame, Steve McQueen, 20113. Le concert, Radu Mihaileanu, 2009. 4. Fish Tank, Andrea Arnold, 2009. 5. Half Nelson, Ryan Fleck, 2006. 6. Taxi Driver, Martin Scorsese, 1976; 7. Medianeras, Gustavo Taretto, 2011; 8. My neighbor Totoro, Hayao Miyazaki, 1988; 9. Princess Mononoke, Hayao Miyazaki, 1997; 10. Lola versus, Daryl Wein, 2012

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Continuando a série de posts da maratona Wes Anderson. E o quarto filme que vi dele foi:

4. The life aquatic with Steve Zissou (2004)

Lembre-se que esse é um filme escrito com o Noah Baumbach. E aqui o Bill Murray está incrível. É uma das melhores atuações dele em filmes do Anderson, senão a melhor. Ele é um oceanógrafo maluco que produz, dirige, atua em documentários, chamado Steve Zissou. The life aquatic… tem toda uma vibe Jacques Costeau, a quem o filme é dedicado.

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Tudo começa quando Zissou e seu melhor amigo estão filmando no mar e de repente um tubarão mítico/esquisito o mata. Zissou e sua tripulação vão atrás do tal peixe, querendo vingança. Nesse meio tempo, aparece um cara que se diz filho do Steve e uma jornalista grávida. Cheiro de treta danado.

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O título já diz tudo. Gente que eu odeio sem motivo – e mais importante: que gosto de odiar. Essa lista foi publicada originalmente no meu twitter, no início do ano.

10. Luke Wilson

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Não foi nem com The royal Tenenbaums, mas depois de assistir ao filme Bottle rocket, do Owen Wilson e Wes Anderson, que minha opinião sobre ele mudou, positivamente. Isso não quer dizer que eu ainda goste dele, mas ficou só uma raivinha branda, por isso ele está em último lugar. Acho que meu ranço em relação a ele surgiu com os filmes Legalmente loira My super ex-girlfriend. Muita cara de sonso para o meu gosto.

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Gostei da experiência de assistir de uma vez toda a filmografia de um diretor que eu não conhecia e que entrou para minha lista de queridos. As cores, a trilha sonora, os atores dos filmes do Wes Anderson encantam. Assisti apenas uma vez a cada um dos filmes, portanto não devo dizer aqui nada muito revelador e original. Bueno, essa nunca foi minha intenção.

Para quem não conhece, o Wes Anderson é um texano, quarentão, com pais separados (que motivou o filme The royal Tenenbaums). Estudou na adolescência na escola particular St. John’s (que motivou o filme Rushmore) e fez faculdade na Universidade do Texas (onde conheceu o Owen Wilson, parceirão do cara).

Coisa óbvia são as parcerias do Anderson. Ele leva ao extremo o que David Lynch fez com a Laura Dern, Kyle MacLachlan e vários outros que participaram de dois ou mais filmes. Para você ter uma ideia, o Bill Murray está em todos os filmes, exceto Bottle rocketJason Schwartzman, Luke Wilson, Owen Wilson, Adrien Brody são bróders que você verá com frequência. E coisa linda é ver Noah Baumbach como co-autor em The life aquatic…Fantastic Mr. Fox (aliás, esse será o próximo diretor do próximo projeto).

Ok, bora lá falar dos filmes, na ordem em que os assisti.

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Que tipo de experiência você quer ter?

Hoje em dia existe uma infinidade de possibilidades de intercâmbio. Parece óbvio, mas em primeiro lugar você tem que decidir o que quer com essa viagem. Estudar? Trabalhar? Passear?

Vai por conta própria ou através de agências? Para ir por conta própria, gasta-se menos, certamente. Se for só para passear ou se quiser morar por mais tempo no país é o ideal. Agora, como eu nunca fui para outro país, não me arrisco. E também pelo fato de que ficarei pouco tempo por lá e por fazer um certo tipo de intercâmbio que é interessante ter alguém intermediando o que devo resolver antes de chegar lá. É uma segurança ter alguém especializado nisso para resolver suas treta e para pedir socorro enquanto estiver longe de papai e mamãe.

É importante olhar também várias agências, para ver qual você confia mais. Nesse caso, é melhor ir de indicações de amigos. Olhe agências pequenas e grandes, os sites, converse com os consultores, vê quem se mostra disponível a te apoiar e a resolver seus pepinos, peça vários orçamentos, abuse mesmo da paciência deles, porque você vai gastar uma grana preta com isso. O preço não varia muito de agência para agência, então nem te preocupa muito.

Para onde você quer ir? Essa pergunta está relacionada à Quanto você pode gastar? Se você quiser ir para um lugar em que se fale inglês, mas está com a grana curta, vá para o Canadá, África do Sul [aliás, como tem gente indo para Cape Town e curtindo muito] ou Irlanda, por exemplo. Se puder gastar mais, Austrália, Estados Unidos, Inglaterra… Se quiser ter mais contato com nativos, fuja de Nova York e Londres e vá para cidades do interior como Wyoming, sei lá. Se quiser aprender francês: França, Canadá, Senegal, Benim… E por aí vai.

O que você vai fazer lá? Tenho uma amiga que foi para Indiana para trabalhar em um acampamento de férias. Lá ela coordenava brincadeiras das crianças, monitorava as atividades e mais um bocado de coisas. Só para você ver como tem muito intercâmbio diferente por aí. Conheci gente que fez o Work & travel, trabalhou em estação de esqui, em recepção de hotel, na Disney, no McDonald’s e ainda fez uma graninha com isso. Acho que esse tipo de intercâmbio vale mais pela experiência de estar em outro país, convivendo com pessoas diferentes e saindo muito da rotina, do que para aprender mesmo uma língua. Você não se torna proficiente em uma língua trabalhando horas e horas por dia, falando ‘How can I help you, sir?”.

Tem também aquele intercâmbio que você além de estudar a língua, estuda outra coisa completamente diferente. Tipo, estudar culinária na Itália, arte na França… Tenho uma amiga que estudou literatura no Chile e simplesmente amou. No caso dela, ela já era proficiente em espanhol, então o aproveitamento é outro. Parece que esse é um nicho muito interessante também para intercâmbios da terceira idade.

Tem o intercâmbio estudantil, super em alta agora depois desse programa do governo Ciência sem fronteiras. Isso varia de universidade para universidade, mas você tem que passar por um processo seletivo, fazer entrevistas, mandar cartas de intenção para a diretoria de relações internacionais da sua universidade, ver se tem vagas para o seu curso para o país em que você conhece a língua. Poisé, nesse tipo de intercâmbio também é necessário que você conheça a língua antes e comprove através de Toefl, Iealts…

Outro tipo de intercâmbio é o tradicional para estudar em escolas de línguas. Esse não tem muito segredo: você pode ser iniciante ou proficiente, não importa. Eu, particularmente, acho que é mais proveitoso fazer intercâmbio depois que você tem um tempo de estudos bom no Brasil. Já conheci gente que foi para fora fazer curso de férias quando ainda era iniciante, não sabia nem o que era modal verbs direito e que voltou com um inglês ainda bem rasteiro. O aproveitamento é consideravelmente menor, tanto linguístico, quanto cultural. A pessoa tem mais medo de aproveitar a cidade por não conseguir se comunicar bem. Eu sei que é válido qualquer tipo de experiência, mas.. Sei lá, é um investimento razoável e acho mais prudente estudar um pouquinho antes de ir. Há quem diga o contrário.

Outra coisa que é importante é buscar indicações de escolas de idiomas por lá. Na agência de intercâmbios eles sugerem as melhores, mas nada como amolar seus amigos e conhecidos que já viajaram para te relatarem as experiências de lá. E tem que ver o que você quer também. Se quer um curso mais pesado, mais fácil de levar etc. Olhe os sites das escolas, assista os vídeos que eles postam, leia os brochures. Fique por dentro.

Eu vou fazer esse intercâmbio, em escolas de línguas, por três meses. Vamos ver o que dá.

Tem o au pair. Você passa um ano nos Estados Unidos trabalhando de babá em uma casa de família, morando com eles. Pode estudar por conta própria, se quiser. Tenho uma amiga que foi através desse programa e, apesar dos acidentes de percurso com a família, ela gostou bastante. Parece que tem um processozinho de seleção nesse tipo de intercâmbio, porque, né… Você tem a responsabilidade de cuidar de crianças. Não dá pra mandar qualquer um pra casa dos outros.

E por último tem um intercâmbio voluntário pela Aiesec (http://www.aiesec.org.br/) que é simplesmente genial. Ele dura de 6 a 12 semanas (durante as férias universitárias) e você trabalhará em ações voluntárias e ONGs pelo mundo afora, dando aulas, workshops sobre AIDS e muitas outras coisas. É tudo pago, exceto passagens aéreas, mas você tem suas obrigações quanto intercambista. Você pode ir para Índia, China, Colômbia, Rússia e vários outros países.

É claro que existem vários outros tipos de intercâmbio, mas destaquei apenas esses poucos só para ilustrar como há uma variedade de coisas para se fazer. Nos próximos posts falarei sobre os preparativos práticos mesmo da minha viagem e que talvez ajude a quem se interessar.

 

Quem me conhece minimamente sabe que há anos eu nutro o desejo de fazer um intercâmbio. Talvez lá com os meus 13,14 anos isso começou, com a vontade de ir para França no meu aniversário de 15 anos. Claro que não deu certo e eu não fiz nada para que isso acontecesse. Só me lamentei mesmo, mas ainda assim minha vontade era genuína e resolvi começar um curso de francês. Deu errado também. A escola mais próxima da minha casa era péssima e com 14 anos não dava para eu ficar me deslocando para outra cidade com muita frequência, sozinha. Na verdade, nem sei de onde surgiu esse negócio da França. Só sei que eu queria porque queria ir, achava (e ainda acho) a língua incrível e enxergava o lugar como se fosse fantástico.

Ok, miou o francês, mas comecei a estudar inglês com 15 anos. Eu já sabia que gostava de inglês e fez muito sentido começar a estudar a língua formalmente. Comecei do inicinho mesmo e me lembro de achar graça de mim mesma, por nunca ter começado aquilo antes. E convenhamos que estudar inglês, com todo o estímulo que a gente recebe com música, filme, seriado, é bem mais tranquilo. Sempre gostei mais e conheço mais a cultura americana, mas, não sei de onde, surgiu um vontade inexplicável de conhecer a Inglaterra. Meus motivos sempre foram babacas (o sotaque? o cenário musical inglês? os pontos turísticos?), mas a aura inglesa me encanta – e eu sei lá o que isso significa. Todas as minhas grandes decisões foram motivadas por esse certo encanto sem propósito que sentia por determinado objeto, nunca por razões estruturadas e óbvias. Acho que com todo mundo é assim, né?

Em 2009 entrei para a Letras (minha habilitação é português/bacharelado com ênfase nos estudos literários) e lá no meu terceiro período comecei a me envolver com a literatura portuguesa. Inclusive entrei para um grupo de estudos de poesia moderna e contemporânea e nasceu de novo o faniquito de viajar para fora, só que agora para Portugal. Queria fazer um intercâmbio estudantil, pela minha universidade e estudar na Universidade do Porto. Em 2010, tinha a ideia fixa que queria fazer monografia sobre a escritora portuguesa Teresa Veiga e perguntei para coordenadora do meu grupo quais eram os contatos de lá. Com a cara e com a coragem, mandei e-mails para os professores de lá, perguntando se eles me orientariam de alguma forma etc. 85% responderam positivamente, mas quem disse que eu passei pelo processo seletivo? Saí da entrevista achando que a vaga já era minha, mas… Nada.

Em 2011 tentei de novo, de novo pela Universidade do Porto, e agora eu estava muito mais envolvida com os estudos portugueses, tinha um currículo mais rechonchudo, estava confiante e… Nada. Por um décimo não passei. A maioria disse que eu não consegui por ser muito tímida e que os avaliadores olhavam se a pessoa não ficaria presa lá, ao invés de fazer amigos e cumprir certo dever diplomático. Ok, tudo bem.

Depois pensei: vamos voltar de onde você começou e onde só depende de você (e do dinheiro do seu pai, haha) para viajar: Londres. Fiquei um tempo perseguindo brochures de escolas de línguas de lá, mas todos os cursos caíam no meu período de aulas. Até que no final desse ano, eu entendi que eu não perderia nada em dar um pause na minha vida para realizar isso. Era para eu estar me formando no final de 2012, mas a vida acontece, né, e não vai ser possível que eu feche a graduação no tempo previsto. E eu estou confortável com essa decisão. A ideia seria me formar na metade de 2013, mas pensei que seria mais prudente fazer um intercâmbio antes de me formar, antes de trabalhar mais e mais, antes de tentar o mestrado. Só me resta trancar o primeiro semestre desse ano e terminar o curso no final de 2013. Pois bem. Olhando com meus pais, com agências de viagens, conversando com amigos, acabou que dessa vez vai rolar mesmo o tal do intercâmbio. Acho que até agora não estou entendendo muito bem que isso está acontecendo, porque anseio por isso há muito tempo. Mas está. Enfim, depois devo postar mais coisas sobre como está funcionando esse processo e gostaria de saber de vocês, leitores, dicas de viagens, o que fazer e o que não fazer etc.