maratona wes anderson – parte I.

Gostei da experiência de assistir de uma vez toda a filmografia de um diretor que eu não conhecia e que entrou para minha lista de queridos. As cores, a trilha sonora, os atores dos filmes do Wes Anderson encantam. Assisti apenas uma vez a cada um dos filmes, portanto não devo dizer aqui nada muito revelador e original. Bueno, essa nunca foi minha intenção.

Para quem não conhece, o Wes Anderson é um texano, quarentão, com pais separados (que motivou o filme The royal Tenenbaums). Estudou na adolescência na escola particular St. John’s (que motivou o filme Rushmore) e fez faculdade na Universidade do Texas (onde conheceu o Owen Wilson, parceirão do cara).

Coisa óbvia são as parcerias do Anderson. Ele leva ao extremo o que David Lynch fez com a Laura Dern, Kyle MacLachlan e vários outros que participaram de dois ou mais filmes. Para você ter uma ideia, o Bill Murray está em todos os filmes, exceto Bottle rocketJason Schwartzman, Luke Wilson, Owen Wilson, Adrien Brody são bróders que você verá com frequência. E coisa linda é ver Noah Baumbach como co-autor em The life aquatic…Fantastic Mr. Fox (aliás, esse será o próximo diretor do próximo projeto).

Ok, bora lá falar dos filmes, na ordem em que os assisti.

1. The Darjeeling limited (2007)

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O acaso me ajudou: que bom que eu comecei por esse filme. Aqui o Wes Anderson já sabe muito bem qual é seu tipo de filme, sua estética, como usar suas armas. É o Wes Anderson na sua mais wes-andersonidade (ahm?). Se você não gosta das firulas do cara, do jeitinho meio indie: rala. Vai assistir os três primeiros filmes.

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Nesse filme as situações nada a ver, a falta de comprometimento total com qualquer tentativa de ser crível e realista estão fervilhando. O mote do filme: três irmãos viajando pela Índia de trem, após a morte do pai e o sumiço da mãe, para ver se se reaproximavam depois desses eventos traumáticos. As cores são incríveis. Os irmãos são caricatos e malucos. E a Ìndia só pode ser aquilo mesmo. Pelo menos é na minha cabeça. Adoro quando o Peter diz: “I love the way this country smells. I’ll never forget it. It’s kind of spicy.”. Eles estão sempre correndo, nunca fumam um cigarro inteiro porque a ansiedade não permite, Francis com a cara toda quebrada, as malas do pai. Lindo.

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2. Hotel Chevalier (short) (2007)

Esse é o curta mostrando o que aconteceu com o Jack antes de se encontrar com os irmãos na Índia. Ele estava com a ex-namorada, em Paris. E a ex-namorada é, ninguém-mais-ninguém-menos, a musa Natalie Portman. O curta é curta mesmo (13min17seg), então não preciso falar muito, né. Melhor você assistir. Só tenho três coisas para falar:

a) a bunda da Natalie Portman aparece de ladinho;

b) o roupão amarelo do Jack aparece pela primeira vez aí

e c) o diálogo:

Ex-girlfriend: I love you. I never hurt you on purpose.
Jack: I don’t care.

3. Rushmore (1998)

Filme escrito com Owen Wilson. Voltando no tempo. É bem diferente assistir um filme de 2007 e voltar para esse do início da carreira do cara. Já está tudo ali: as situações bizarras, os personagens quirky, Bill Murray e Jason Schwartzman sendo incríveis, aquela trilha sonora, enfim… Mas você já nota de cara a diferença na paleta de cores. Olha só:

vlcsnap-2012-12-06-09h25m08s20O filme é sobre um moleque esquisitinho chamado Max Fischer, estudante de uma escola de elite chamada Rushmore. Para começar, ele é um bolsista, filho de barbeiro, órfão de mãe – o velho estranho no ninho do mundo dos ricos que nasceram com a bunda pra lua. O menino é brilhante, mas não gosta de se dedicar às disciplinas obrigatórias da escola. Prefere as inúmeras atividades extra-curriculares. E aí começam seus problemas: suas notas são insuficientes para continuar com a bolsa na escola e ele está na iminência de ser expulso.

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Rushmore é o oásis do Max: ali é o lugar em que ele é verdadeiramente ele mesmo, onde se sente completo. Mas, além desses problemas escolares, aparecem na jogada o Herman Blume, novo amigo de Max, pai de dois moleques que também estudam em Rushmore e Ms. Cross, professorinha de criança. Essa aí é a danação do Max mesmo. Sempre mulheres, claro. Rola uma treta entre os três que dão um choque de realidade no Max e aí é que a história acontece. Há quem diga que esse é o melhor filme do Wes Anderson. Não acho que seja, mas é realmente bom. E é digno de nota que seja do início da carreira.

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Como você deve ter percebido, dividi essa série em mais de uma parte. Então, na parte II falarei dos outros quatro filmes e um curta.

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