girls.

Ontem resolvi me dar uma tarde de férias e nada se parece mais com férias do que: baixar temporadas inteiras de seriado e assistir tudo de uma vez. Fiz isso ontem com a curta primeira temporada e os dois episódios da atual segunda temporada de Girls.

Lembro que esse programa da HBO deu o maior bafafá no meio do ano passado, uma das novas séries imperdíveis do momento. Autêntica, natural, engraçada de um jeitinho meio amargo. Ok, isso basta para que eu queira assistir algo.

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A série foi criada pela escritora Lena Dunham, 26 anos, nova iorquina. Ela fala de jovens adultos, que saíram há uns dois anos da universidade e ainda não sabem muito bem como lidar com essa fase de transição. A própria Lena Dunham faz o papel da protagonista, Hannah, uma escritora (ou quase), que trabalha voluntariamente para uma editora e é sustentada pelos pais. Mora com sua melhor amiga Marnie, que trabalha em uma galeria de arte, é toda certinha, organizada e namora com um cara meloso, Charlie. As duas são amigas de Shoshanna, estudante da NYU, retardadamente inocente, que mora com sua prima Jessa, uma viajante maluca, perdida no mundo, excêntrica e que sabe mesmo como se divertir.

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O piloto começa com os pais de Hannah dizendo que não vão bancar mais sua vida de escritora wannabe em Nova York, e é melhor que ela arrume um emprego logo para pagar as próprias contas. Aqui já tem uma coisa que me irritou na série: a mina pirou porque os pais não bancariam mais a vida de sombra e água fresca e resistiu até o último momento arrumar um emprego. E achou que isso era o fim do mundo. Poisé, os problemas das coleguinhas aqui são bem white girl problems/classe média sofre. Com todas são assim.

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De resto, a série é bem realista mesmo. Os problemas de relacionamento, a tentativa de se seguir um sonho, se ver fracassando e tentar a todo custo dar certo, perceber que existe mais que o próprio umbigo no mundo, as merdas e vergonhas diárias em que nos encontramos: essas coisas realmente acontecem e foram bem retratadas na série. Algumas cenas ali você jura que já conhecia aquele filme. Porém, parece que faz sentido apenas para um certo nicho de pessoas. Filhos de classe média, mid-twenties, alternativos, das humanas. Não me entenda mal, estereótipo por estereótipo, eu me encaixo nesse aí.

O problema é que parece que a Lena Dunham parece não enxergar muito bem o mundo fora dessa bolha específica. Porém, ela é uma jovem escritora e escreve sobre a vida dela, o que ela conhece, às vezes escreve sobre coisas que realmente aconteceram com ela. Então, de acordo com a proposta, ela está fazendo um bom trabalho. Ao mesmo tempo que ela não parece enxergar o mundo fora dessa vidinha, ela também se critica constantemente, sabe de suas falhas e da atitude white girl problem.

Todavia: continuarei vendo a série. Gostei bastante.

O destaque da série é o personagem Adam. A cada episódio da primeira temporada fui gostando mais e mais dele. Constantemente vamos descobrindo coisas novas dele: positivamente ou não.

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2 comments
  1. laura cohen said:

    Vou só comentar de leve aqui que a voz do cara que faz o Adam é incrível.

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