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Monthly Archives: Fevereiro 2013

A trilogia de Nova York, de Paul Auster. É uma série de novelas (Cidade de vidro, Fantasmas e Quarto fechado) publicada nesse único volume, em 1987. Acredito que seja o livro mais conhecido e importante de Paul Auster. Li apenas TimbuktuSunset park e deu vontade de conhecer um pouco mais a sua obra. Estou ainda na primeira novela. Segue um trechinho:

E depois, mais importante que tudo: lembrar quem sou. Lembrar quem se supõe que eu seja. Não acho que se trate de um jogo. Por outro lado, nada está claro. Por exemplo, quem é você? E se você acha que sabe, por que continua a mentir? Não tenho resposta. Tudo o que posso dizer é o seguinte: ouçam-me. Meu nome é Paul Auster. Este não é meu nome verdadeiro.” (AUSTER, 1999, p. 50)

paul auster chatiado

Café Biografias. Café situado na varandinha do segundo andar do edifício Arcângelo Maletta. Como disse a Laura, é bom tomar café e ver a vida acontecendo lá embaixo. Fui lá na hora do rush e é mesmo bom relaxar e ver as pessoas saindo do trabalho, fazendo o que quer que seja que elas fazem ali embaixo, na rua da Bahia. Além do visu, meus cumprimentos aos sanduíches incríveis a preços satisfatórios e os cafés gostosos. Vale muito a pena.

Murder Ballads, Nick Cave and the Bad Seeds. Álbum mais tocado no meu iPod nos últimos dias. Não conhecia Nick Cave, podem me julgar. Esse foi o primeiro álbum que caiu nas minhas mãos. Quero me casar com Henry Lee, o dueto com a PJ Harvey

1. Trancamento total.

Depois do semestre mais cansativo do curso, depois de greve, depois de concluir um semestre apenas em fevereiro do ano seguinte, chegou a hora de fazer a matrícula de 2013/1. Só que não. Como meu curso em Londres será entre março a junho, não haverá como participar das atividades acadêmicas nesse semestre. Estou tranquila quanto a colocar a faculdade em espera por um semestre. Os ganhos que eu vou ter com essa viagem ultrapassam o tempinho que eu vou perder para me formar. Ontem fui ao colegiado e levei meu formulário de trancamento. É estranhamente simples fazer o trancamento. Pensei que haveria uma burocracia danada, mas não. Só entregar o papelzinho e é isso.

2. Carteirinha de estudante internacional.

Ontem fui à Central do Estudante fazer a carteirinha. Só levar uma foto 3×4, carteira de identidade, comprovante de endereço e 50,00. Poisé, meio salgadinha. Vou ser sincera, nem sei quais são as vantagens de se usar essa carteirinha e fiz sem pesquisar muito. Uma amiga minha disse que se você disser que é estudante, nas bilheterias já te dão os ingressos de meia em tudo e é meio inútil a carteira. Bueno, já fiz.

edit. Como foi bem lembrado pelo Ricardo no Facebook, a carteirinha serve como ID e não precisarei ficar andando pelas ruas com o meu passaporte ou arriscar a andar apenas com o xerox.

3. Carteirinha de alberguista internacional.

Essa eu ainda não fiz, mas farei até o fim dessa semana. Vários descontos em albergues da juventude pelo mundo afora. De imediato pensei que não valeria a pena, pois as viagens que pretendia fazer por lá serão para casas de amigos conhecidos. Mas depois lembrei que quero ir para outros lugares próximos a Londres com esses mesmos amigos, então.. Será bem vantajoso fazer a carteirinha.

Durante os preparativos da viagem, que está batendo à porta, fui tomada pelo medo de não aproveitar Londres ao máximo. Não me divertir ao máximo, não conhecer a cidade direito, não me entregar à cultura local, não conhecer pessoas incríveis. Depois fui pensar a fundo e eu tenho esse medo normalmente. Será que eu estou vivendo minha vida intensamente? Será que estou aproveitando as oportunidades que batem à minha porta? Minha resposta é sempre negativa.

Começo a vasculhar o que estou fazendo de “errado”. O que logo vem em mente é a minha própria personalidade. Sou uma pessoa pacata, digamos assim. Não consigo virar a noite bebendo e dançando, por exemplo. Tudo bem que eu tentei isso poucas vezes. Sempre saio durante o dia, vou ao cinema, tomo café, ando bastante, converso com os meus poucos amigos. Será que eu sou assim mesmo, mais quieta? Ou sou acomodada? Será que minha maneira de aproveitar as coisas ao máximo é essa?

Talvez eu romantize muito o que seja aproveitar a vida. Talvez eu romantize muito qualquer coisa e meus parâmetros são sempre dos meus personagens preferidos de filmes e livros. Meus parâmetros são fictícios e talvez seja difícil acompanhá-los exatamente por isso.

Tem um episódio de “Louie” que eu adoro e que fala um pouco disso. Ele divide a guarda das filhas; portanto, passa metade da semana com elas e o resto da semana quem cuida das meninas é sua ex-mulher. E ele só consegue fazer algo útil da vida dele, quando vive a rotina com as filhas. Quando ele está sozinho, sempre acaba tomando sorvete, comendo pizza, desmaiado no sofá. Porém, em uma determinada semana, ele disse que seria diferente e promete à sua amiga: “I’m not gonna be a bag of shit like I always am.” Eu adoro essa fala porque já não consigo nem contar mais quantas vezes disse isso para mim mesma. Claro que no final desse episódio ele acaba caindo numa espiral de awfulness, como ele diz, e não faz nada útil, não cumpre nenhum projeto. Na maioria das vezes isso acontece comigo também. Fico em casa, comendo brigadeiro, vendo filmes, descabelada.

Depois eu me pego pensando, que cobrança chata é essa de ter que aproveitar todo segundo, todo minuto fazer algo útil, aprender uma língua, deixar algo para a posterioridade, ser alguém importante, viajar para não sei onde, se divertir na balada com os amigos. Que chatice. E se eu quiser ficar em casa sem fazer nada? Eu, hein.

Enfim.. Comigo é assim. Ou sofro com o extremo de ter que aproveitar a vida, ou com a liberdade de ser uma bag of shit, like I always am.

Título auto-explicativo. Uma lista de músicas para ouvir na hora de arrumar a casa. Para dar aquele ânimo. Lista bem heterogênea, cheia de amor para dar e receber.

1. Nobody but me – The Human beinz

2. Daddy cool – Boney M. 

3. George Michael – Freedom! ’90

4.. Suspicious minds – Fine Young Cannibals

5. Brass in pocket – The Pretenders

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Uma lista de 15 filmes importantes para a história do cinema que eu nunca vi. É uma boa hora para começar a vê-los.

1. Vertigo, Alfred Hitchcock (1958)

2. Citizen Kane, Orson Welles (1941)

3. Zabriskie point, Michelangelo Antonioni (1970)

4. The battleship Potemkin, Sergei Eisenstein (1925)

5. El ángel exterminador, Luís Buñuel (1962)

6. Stalker, Andrei Tarkovsky (1979)

7. Persona, Ingmar Bergman (1966)

8. The great dictator, Charles Chaplin (1941)

9. Metropolis, Fritz Lang (1927)

10. Rosemary’s baby, John Cassavetes (1968)

11. L’année dernière à Marienbad, Alain Resnais (1961)

12. 8 1/2, Federico Fellini (1963)

13. C’era una volta il West, Sergio Leone (1968)

14. Teorema, Pier Paolo Pasolini (1968)

15. Yojimbo, Akira Kurosawa (1961)

Homeland. Depois de ser aniquilada por Game of thrones, preciso de uma nova série para me obcecar. Assisti apenas o piloto até agora, mas já dá para sentir que é um programa de respeito. A série é sobre um sargento da marinha dos EUA, Nicholas Brody, que volta do Iraque depois de ter sido mantido em cativeiro por oito anos. Carrie, agenda da CIA, suspeita que Brody virou a camisa para o lado dos iraquianos. A cena em que a Jessica e o Brody se reencontram como marido e mulher, if you know what I mean, é sensacional. Já adoro a Carrie, perturbada, sem nenhum limite.

Casa Bonomi. Uma padaria situada no cruzamento da Afonso Pena com a Getúlio Vargas, em um casarão de 1902 e decoração assinada pela Freuza Zechmeister. Na hora que você pisa no lugar, já vem aquele cheirinho gostoso de pães e especiarias. Balcões com pães que eu nunca ouvi falar antes, num ambiente rústico e aconchegante. Como você deve ter percebido, tudo ali é caro para caceta. Mas vale a pena. Quanto ao cardápio, acredito que os cafés sejam bem ruins. Não vá pela bebida. É tudo nespresso e coisas artificiais do tipo, aparentemente. O negócio ali são os lanches, doces, pães e os sanduíches maravilhosos. Ciabatta, focaccia, nham.