primeiras notícias – primeiras impressões.

Ok, vou começar do início, desde quando ainda estava no Brasil.

Primeiro a sensação terrível do trânsito de Belo Horizonte e imediações que me fez achar que nunca chegaria a tempo no aeroporto. Cheguei bem cedo, aliás. Deu tempo para me despedir dos meus pais, da Laura, embarcar. Passar pela polícia federal, sentir-se como um terrorista, tirar sapatos etc. Ok. Embarcamos com alguns minutos de atraso. Nunca tinha ficado mais de duas horas dentro de um avião e a coisa foi caótica. Não conseguia dormir de jeito algum. Claro que eu me sentei ao lado de uma família brasileira enorme e insuportável que não calava a boca e ria da cara das aeromoças portuguesas. A comida do avião nojenta não ajudou. As poltronas desconfortáveis. Quando eu via o mapinha da televisão mostrando que ainda estava em Cabo Verde, eu já queria me matar há muito tempo. Aterrissagem, dor de ouvido que me deu até náusea. Ok, cheguei em Portugal.

Me mandaram para a fila errada. Saí desembestada atravessando o aeroporto até voltar à fila certa de conexões. Aliás, portugueses muito educados no aeroporto, viu. Cheguei na fila do voo da Portugália para Londres/Gatwick. Embarcamos na hora certa, porém ficamos um tempão na pista esperando por ônibus e entrar no avião. Eu já não aguentava mais de cansaço. Queria deitar em posição fetal no chão do ônibus e ficar ali mesmo. Tinha um casal de ingleses ao meu lado conversando e eu não entendia nada do que eles falavam. Pensei: “Pronto, não sei falar inglês.”. Decolamos, o lanche desse voo doméstico era melhor que o internacional. Ainda bem. Chegamos em Gatwick.

Momento ‘agora a porra ficou séria’. Desci para a alfândega. Preenchi meu papelzinho. Eu já estava tão cansada que não estava nem aí mais para nada. Só queria ir embora, estava preocupada com o transfer, se ele já tinha partido, pois meu voo estava marcado para 15h40 e já passavam das 16h. Duas filonas: uma para EU e a outra para o RESTO. Fui para o RESTO. Minutinhos depois me chamaram. Hello pra cá, hello pra lá. Que cê tá fazendo no meu país? Vim estudar. Mulher fez um teatrinho quando viu meu passaporte em branco, sem um carimbinho. Poisé, né, moça. Tamos aí. Pediu documentos da escola. Ela leu enquanto conversava frivolidades com o moço ao lado. Beleza, bem vinda.

Subi louca para pegar minha mala, corri para o saguão. Alívio encontrar o moço ainda lá, segurando o papelzinho com meu nome. Figuraça, aliás. Pamir. Quando eu pisei fora do aeroporto, vi que 3/4 das roupas que ele carregava na minha mala enorme não fariam nem cosquinha naquele lugar. Pamir me disse que semana passada estava fazendo -3ºC. Acho que eu dei sorte, né. Agora está 5ºC. Ele foi me contando dos clientes dele brasileiros, que todos são ótimos, que me levaria para fazer compras fora de Londres se quisesse. Me disse que aqui tem que comer só frango, que é a comida mais barata. Falou para eu andar de metrô e ônibus, que o táxi é caro. Falou do país dele, perguntou do Brasil. Depois deixou eu ligar para meus pais e avisar que estava tudo bem: “No, no. Call to Brazil. Very, very cheap.”. Falei dois segundos ao telefone, né, claro. “No, no. Talk more. Call to your mother. It’s ok.”

Uma hora depois chegamos à casa. 18h em Londres. Fui recepcionada pela dona da casa, o seu namorado que aparece aqui de vez em quando, outra intercambista e três cachorros. Depois vi que tinham mais dois intercambistas lá dentro na cozinha me esperando e mais duas meninas que estavam fora (elas estudam na minha escola). O namorado me mostrou mais três gatos que estavam dormindo na sala. Ou seja, a casa aqui é sempre cheia. O que é ótimo. Me ofereceram chá, conversamos, me mostraram como é que as coisas funcionam, meu lugar à mesa, meu quarto etc. A casa tem três ou quatro andares, não me lembro direito quantas escadas subi. Eu durmo no último andar. Muitos andares, bom para exercitar o bumbum, como disse a dona da casa. Perguntaram de onde eu era. Belo Horizonte. “Ah, Belo Horizonte. Onde tem as meninas mais bonitas.” A dona da casa recebe intercambistas há 16 anos e sabe como receber, como ajudar na adaptação e facilita muito a vida. Dei muita sorte.

Conversei com minha mãe no Skype, fui dormir às 20h e acordei agora às 06h30, horário em que digito esse texto. Vai uma foto tirada do meu celular da janela do meu quarto:

IMG-20130317-00180

Desculpem-me a narração truncada, mas apesar de ter dormido mais de 10 horas direto, parece que eu ainda estou mole de sono.

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1 comment
  1. João said:

    :)))

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