os primeiros dias – ajustes.

Depois de passar o ó como vocês viram no post anterior, naquela mesma noite da segunda-feira, antes de dormir e depois de conversar com os meus amigos, eu coloquei na cabeça que eu ia transformar tudo em coisa boa. Tudo que era ruim se transformaria em coisa boa, e eu passaria por cima do ruim. E mesmo se o ruim existisse, eu o veria de uma forma mais calma, que não arruinaria tudo. Não daria peso ao ruim e uma atitude positiva me levaria a coisas positivas, como uma pessoa muito importante para mim uma vez me disse.

Acordei no outro dia e o acesso a internet estava indisponível. Já não dava para saber qual o caminho eu ia fazer, qual lugar que eu ia visitar. Já tremi nas base. Qualquer coisinha já estava me chateando. Lembrei que olhei no dia anterior os endereços das lojas grandes daqui e baratas e resolvi comprar casacos. Deixei para fazer isso aqui em Londres, mas a coleção de inverno já acabou. Eu acho casacos, mas não são pesados o suficiente para o tempo que está fazendo agora. Já era para estar mais quente, só que não está. Fui para a Oxford Circus e já de cara encontrei a H&M de braços abertos sendo linda para mim.

Lá só tinha roupa de primavera, então segui a Oxford Street e encontrei a H&M mais antiga. Lá tinha uma liquidação das roupas de outono/inverno e encontrei, assim, dois casacos £15 cada. Casacos bons, bonitos. Vocês não fazem ideia do quanto isso me alegrou. De finalmente achar alguma coisa sozinha, de encontrar alguma coisa que eu precisava ali, nas condições que eu queria, em um preço razoável. Comprei os dois casacos, mais um suéter e um cachecol preto. Tudo por £42.00. Depois andei mais e encontrei a Top Shop, ótima loja. E depois a Primark, que é indecentemente barata. Blusinha básica por £2, vestido bonitinho por £10… MUITO BARATO. Enfim, não comprei mais nada porque já tinha comprado o que eu precisava e não queria ficar gastando dinheiro com roupa, mas devo voltar por lá.

Depois fui para a escola, que foi bem legal e comecei a conversar com uma das suíças, que tinha chegado também nesse fim de semana, como eu. Sem maldade alguma, mas já sendo maldosa… A menina estava MUITO mais perdida que eu. Sério mesmo. Ela endoidou quando me viu com a sacola, perguntou onde eu achei aquilo, que ela só tinha ido de casa para a escola, da escola para casa. Depois voltei para casa, no caminho peguei uma Time Out – que daqui a pouco vou dar uma lida e descobrir o que posso fazer por esses dias. No jantar foi muito bom. Novamente conversamos muito, a dona da casa foi uma fofa comigo, eu dei o presente que eu trouxe para ela do Mercado Central (uma namoradeira pequenininha e um bordado) e ela gostou muito. Ela sugeriu que eu e o pessoal da casa fôssemos para Primrose Hill e foi o que fizemos depois. Fica a uns 20 minutos de caminhada daqui de casa. Saímos às 21h e fomos para lá. Estava gelado, 3ºC, não conseguimos ficar muito tempo por lá. É um montezinho localizado na parte norte do Regent’s Park, que dá para ver a parte central de Londres. É muito lindo mesmo, uma vista especial. Tirei uma foto com meu celular, mas que não dá para ver quase nada. É engraçado pensar, como tudo aqui em Londres, como tanta gente de tantas épocas passou por esse lugar e viu tantos estágios de desenvolvimento de Londres nesse mesmo monte.

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Hoje cedo acordei, fiz meu Homework e como gastei muito tempo da manhã fazendo isso, tentei me programar para um passeio mais rápido. A intenção era a rota da Trafalgar Square, Leicester Square e Piccadilly CIrcus. Ok, peguei o metrô para Charing Cross, quando subi a escadinha em direção a Trafalgar Square e cheguei na praça, só consegui dizer: “Holy shit!”.

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Eu não conseguia processar tanta informação, tanta beleza, tanta história, tanta coisa incrível diante de mim. Fiquei engasgada, overwhelmed. Eu olhava para os lados e devo ter feito igual o Kramer naquele episódio de Seinfeld que ele se curva para trás por causa daquela luz laranja forte. Comecei a andar pelas fontes, pelas estátuas, lendo as placas. Fui em direção a National Gallery, com um homem tocando gaita de foles lá no meio. Que doideira. Subi as escadas da National Gallery, olhei para frente e.. BIG BEN. Primeiro vislumbre que tenho dele. Caralho, foi uma sensação muito boa e estranha. Senti: “agora sim estou em Londres”.

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Entrei na National Gallery, fui fazer um tour com aqueles áudios, mas descobri que especialmente hoje várias galerias estavam fechadas por causa de uma greve. Dei só uma bisbilhotada em uma sala, mas deixei para ver direito em um outro dia, com mais calma. Fui para o fourth plinth e depois fui almoçar no Pret à manger em frente à National Gallery. Essa foi minha vista durante o almoço. Aliás, que restaurante gostosinho. Comi uma sopa de pea and ham mais um suco de maçã por £4.27.

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Fui para a escola a pé, subindo a St. Martin’s place, me sentindo muito mais tranquila e confiante. Agora eu estou louca querendo conhecer tudo ao mesmo tempo e não perder um segundo.

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7 comments
  1. Camila said:

    sair da bolha não é fácil, Jú. pra ninguém.
    você está se saindo ótima, estou super orgulhosa da sua coragem. ♥

  2. Thais M. said:

    Ju, estou adorando ler seus relatos sobre Londres. Consigo te entender perfeitamente e, não sendo exceção à regra,o meu começo tbm foi bem complicado. Mas, claro, isso passa rápido. Logo menos vc perceberá que andar de ônibus é muito mais econômico do que o metro e estará desfilando pelos double decks.
    Eu sei dessa vista da escadaria de Trafalgar Square em direção a Westminster, é lindo, já sentei inúmeras vezes nessa escadaria. Quando vc voltar à Trafalgar Sq, sugiro que visite o museu que fica atrás do National Gallery, chama National Portrait Gallery – um museu muito menor, mas fantástico e interessantíssimo! Ainda naquela região, indico um lugar fabuloso e barato pra comer: Em plena Leicester Square, ao lado de uma boate chamada Equinox há uma lanchonete de comida halal (islâmica) – é uma entrada bem modesta, quase imperceptível – peça pelo sanduíche de chicken halal with chips: de-li-ci-o-so! Eu gostava de comer sentada no gramado da própria Leicester Sq.
    Boa sorte na sua estadia! Enjoy it! 🙂

    • Agora que eu vi que você escreveu mais. Tinha aparecido só um pedaço da sua mensagem. Deixe-me continuar a resposta.
      Obrigadíssimo pelas ótimas dicas. Estou anotando tudo aqui. Vou separar um dia e fazer esse passeio inteiro que você indicou. Se você se lembrar de mais dicas legais, me mande. Estou adorando isso. E você, como está?
      Beijos. 🙂

  3. Pedro Cava said:

    That’s the spirit! Sabia que não ia demorar muito pra você se empolgar com Londres. Lendo seu parágrafo sobre a Trafalgar Square, fiquei até com inveja; queria ainda estar aí. Mas fico feliz só de pensar no tanto de coisa incrível que você vai poder ver durante esses meses.

    Como dizem por aí: cheers!

    • Obrigada, Pedro! Você foi de grande ajuda para que eu desse essa animada.
      Beijos.
      Cheers. 🙂

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