tate modern.

Acordei hoje com dois roteiros na cabeça: Tate Modern ou voltar para a National Gallery. O marido da dona da casa me disse no café para ir ao Tate, que é um passeio bem legal. Perguntou se eu sabia o caminho. “Ah, pega a Jubilee line e vai toda vida, né.”. “Uh, mais ou menos, mas sim. É.” (Só para constar que eu me perdi lindamente depois e quase cheguei atrasada na aula). Ok. Decidido. Fui para o Tate, desci na estação Southwark e fui seguindo o mapinha das ruas, virando um monte de ruelas, cheias de construções, direita e esquerda toda hora, comecei a seguir um grupo de estrangeiros. Boom. Dei de cara para o Thames e Shakespeare’s Globe. Ok, já me deu vontade de abandonar a visita para o Tate e ficar por ali mesmo. “Vai lá, minha filha. Você vai ficar três meses aqui, pode voltar depois.” Continuei seguindo, Millenium Bridge, St. Paul’s Cathedral do outro lado do Tamisa… e… Tate Modern! A arquitetura do lugar é mesmo impressionante. Transformaram a Bankside Power Station numa galeria linda. Quando você entra, fica impressionado com o tamanho do lugar. Segui direto para as galerias e perdi o Turbine Hall, que eu devo ver de novo depois, talvez para ver a exposição do Liechtenstein (claro que eu vou voltar ali!). Também não deu tempo de ir à lojinha, que eu dei uma bisbilhotada antes e está cheia de coisa fofa.

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Então, a entrada é grátis no Tate Modern exceto para as galerias com exposições temporárias. As galerias de graça e fixas são: Poetry and Dream, Transformed Visions, Structure and clarity e Energy and Process. Paguei £3.50 pelo tour guiado por áudio. Vale a pena. Claro que só depois de passar por umas três salas eu entendi como funcionava bem o negócio, mas é bem prático e informativo. De cara você já vê um Picasso na segunda sala da primeira galeria. Tem DeChirico, Max Ernst, René Magritte, Joan Miró, Giacometti. Aí chegou minha primeira coisa favorita: uma galeria do Joseph Beuys. Ano passado comecei a estudar um pouquinho o Beuys, bem por cima e foi muito legal ver “Lightning with Stag in its Glare”.Foi a primeira vez que vi Monet na vida, “Les Nympheas”, vi “Yellow Islands” do Pollock, “Composition C”, do Mondrian, “Pointing man”, do Giacometti, “Swinging”, do Kandinsky, “Dynamic suprematism”, do Malevich.

Mas o troféu de preferido vai para a sala do Mark Rothko, com “The seagram murals”. O que fez ser especial? Ver esse conjunto de obras ouvindo um pedaço da peça que o Morton Feldman compôs como tributo ao Rothko, “Rothko Chapel”. Lindo, lindo.

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3 comments
    • meow. ❤
      seu caderninho está sendo devidamente utilizado aqui em londres. cheio de endereços, rotas, coisas a fazer.

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