sightseeing.

Nesse domingo fui para o British Museum. Devo ter chegado lá depois de duas horas da tarde, então não me sobrou muito tempo para a visita (o museu fecha às 17h30 nos domingos). De cara você já fica impressionando com o arquitetura do lugar (como tudo nessa cidade). Entrei já procurando pelo balcão de guia multimídia. Viciei nesse negócio. Dá para praticar o inglês e descobrir muitas coisas legais. Paguei £4.50, meio carinho, mas tudo bem. Aliás, a entrada aqui, como na maioria dos museus de Londres, é gratuita.

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Entonces, precisava escolher qual tema eu visitaria. O museu é dividido entre África, Américas, Egito antigo, Grécia antiga e Roma, Ásia, Europa, Oriente Médio e as exibições temáticas. Claro que eu escolhi a Grécia Antiga. Passei antes pelo Egito antigo, vi a pedra de Rosetta. Obviamente levei alguns minutos para me aproximar dela por causa dos visitantes com iPhones, câmeras, iPads em punho, mas cheguei. Incrível. Aliás, isso é uma coisa muito irritante em museus. Como as pessoas não aproveitam as visitas por estarem tão preocupados em fotografar tudo que veem.

Depois me acabei com os gregos, me lembrando das aulas de Introdução à literatura grega na faculdade, especificamente de uma aula que o meu professor mostrou vários tipos de arte através dos tempos. E alguns dos exemplos que ele usou estavam ali, bem na minha frente. Amei os vasos, todos são incríveis, mas meus dois favoritos foram com a decoração da pintura do Odisseu fugindo do Polifemo e do Aquiles matando a Penthesilea. E, bueno, nem precisa falar que as peças do Parthenon foram também minhas preferidas. Não dá nem para começar a dizer como tudo é lindo. E o Nereid Monument.

Quando contei para meu host sobre minha ida ao museu e como gostei do que vi dos gregos, principalmente o Parthenon, ele disse: “É, nós roubamos tudo.”. Eu disse: “Bom, eu não ia entrar nesse mérito, mas sim. Tudo roubado, haha.”. E é engraçado porque tem uma das salas que explica brevemente que aqueles objetos foram parar ali de maneira meio controversa, trazidos pelo Lord Elgin, mas que tudo bem, né, já que eles estavam sendo muito bem preservados.

Enfim, qualquer outro dia volto lá para ver o resto do museu.

Depois disso desci pela Oxford street, Regent’s street, passei pela Apple store e Hamleys que já estavam fechando e vi a Piccadily Circus ao anoitecer. Continuei descendo a rua até cair na Leicester square, sem querer. E foi lá que comi meu primeiro Fish and Chips, num restaurante chamado Café Rimini, acredito.

dessa vez lembrei de tirar foto com o celular. que não ficou muito boa...

dessa vez lembrei de tirar foto com o celular. que não ficou muito boa…

Ontem de manhã foi o dia de conhecer aqueles lugares obrigatórios, os cartões postais de Londres. Peguei o metrô e desci na estação Green Park, atravessei o parque de mesmo nome NA MAIOR FRIACA. Subestimei o frio ontem. Na hora que eu cheguei no Buckingham Palace, eu já não sentia meu pé mais. Sem exagero. E aquele VENTO desgraçado, cortando até a alma. Péssima ideia para atividades em lugares abertos. Bueno, uma galera na frente do palácio, que é incrivelmente lindo mesmo, mas, né. Não tinha muito o que fazer ali. Dei uma volta, admirei o monumento Queen Victoria Memorial e era isso. Estava sem minha câmera e meu celular estava sem bateria, então não tirei nenhuma foto nesse dia. Só é possível entrar no palácio no verão, quando a rainha sai de férias para a Escócia. E não dá para ver todos os cômodos, claro. Além de tudo é meio salgadinha a entrada.

Visto o palácio, passei pela The Mall, avistei a Spencer House (antiga casa da família da Princesa Diana), St. James’s Palace (antiga residência real), Clarence House (casa do príncipe Charles).

Cruzei o St. James’s Park, avistando o Big Ben. Cheguei na Parliament square, com a sensação parecida com a que tive na Trafalgar square. Fui me aproximando da Westminster abbey, mas as filas para entrar no lugar estavam impossíveis. Dei só uma voltinha ali perto e corri para a St. Margaret’s church, claro que para conhecer o lugar, mas mais para me esquentar mesmo. Fiquei ali uns minutos e fui em direção ao Parlamento. Simplesmente incrível ver assim de pertinho esse lugar. Do outro lado da ponte era possível avistar London eye. Minha ideia inicial era passar pela  10 Downing street e subir para a Trafalgar square, mas o frio era tanto que não me arrisquei a continuar o passeio. Fica para outro dia.

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5 comments
  1. kiki said:

    Um dia eu vi um historiador da arte falar assim: voce chega no louvre, vai ver a monalisa, e todo mundo ta fotografando ao invés de ver. o cara vai tirar uma foto com uma camera amadora, com reflexo dos mil vidros que protegem ela, sendo que ele pode comprar na saída um cartão postal com uma foto profissional por um preço honesto. porque? porque a foto dele diz ‘eu estive aqui’.

    se não me engano, lá de perto do parlamento-london eye dá pra andar até o tate pelo south bank, é um passeio legal também!

    • Sim, é exatamente isso.

      Sim, sim. 🙂
      Quero fazer esses passeios seguindo as margens do Tamisa.

  2. laura cohen said:

    A vida é muito linda e coincidencias nao existem. Aqui em BH estamos lendo justo o capítulo do Ciclope.

  3. lunacaifan said:

    O British Museum é o meu museu preferido!!

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