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Monthly Archives: Abril 2013

1. alguém começa a reclamar do tempo. Ok, nós já sabemos que o tempo aqui é uma bosta, deal with it. É mesmo? Está chovendo? Que atípico, ein, amigão. Odeiam também quando simplesmente comentam sobre o tempo. Será que não dá para falar de outra coisa?

2. neva. Neve é suja, te molha inteiro, as ruas ficam escorregadias. Ugh.

3. você vai para o metrô de manhã e o Metro (jornalzinho diário) já acabou.

4. as pessoas ficam distribuindo revistas na porta da sua estação atrapalhando o fluxo, mas todos ficam felizes quando alguém deixa uma cópia no metrô e dão aquela espiadinha.

5. as pessoas ficam paradas no lado esquerdo da escada rolante do metrô, atrasando a vida de todo mundo.

6. as pessoas ficam paradas durante 20 anos lendo as placas da linha do metrô, decidindo-se se vão para o south, north, east, westbounds.

7. as pessoas andam devagar na calçada.

8. as pessoas andam devagar nos corredores das estações para trocarem de um linha para outra. Green Park é a tortura em forma de estação.

9. as pessoas andam devagar, em geral, na vida.

10. uma linha fecha porque alguém se suicidou ou caiu por acidente debaixo do trem. (Isso é paia, mas é verdade. Ninguém se preocupa ou se sente comovido. Nego fica puto.)

11. tem que esperar quatro minutos para o próximo trem ou sete minutos para o próximo ônibus. “Puta merda, quem vai me devolver esses preciosos minutos da minha existência?” – é o que as pessoas daqui pensam.

12. as pessoas vão procurar pelo Oyster Card na barreira, ao invés de estar com ele em mãos na entrada da estação.

13. as pessoas insistem em usar o Oyster Card ou o travel card mesmo quando a barreira não aceita na trigésima tentativa. Meu filho, não passou seu cartão. Vá resolver seu problema em outro lugar e deixe a fila de pessoas atrás de você passar.

14. alguém é sem educação. A palavra mais usada nessa cidade é “Sorry” e se alguém é grosso aqui, leva uma encarada bonita de todo mundo. Pode ser o turista mais pentelho do mundo: seja educado e ajude. Se a falta de educação for empurrão no metrô, xii..

15. pessoas saem batendo suas malas no calcanhar alheio no metrô, nas ruas. Ok, carregue sua mala que é mais pesada que um adulto, mas pelo menos tome cuidado onde você a empurra.

Cereja no topo do bolo: as pessoas se aglomeram logo quando chegam na plataforma do metrô, ao invés de se espalharem em direção aos últimos vagões. Srsly guys, não façam isso.

Exceto pelos first world white girl problems, eu concordo com todos. Dá muita raiva de gente andando devagar na rua ou não seguindo etiqueta de metrô, por exemplo. Tem mais gente ao redor de você, sabe, meu filho.

Planejei ontem ir para o Royal Observatory e Whitechapel gallery nessa manhã de domingo. Porém, me lembrei que várias linhas do metrô estavam fechadas e os dois lugares são bem lonjinhos da minha casa. Como a preguiça reina e eu não estava afim de ficar me deslocando de um lugar para o outro por mais de uma hora, resolvi ir para Camden Town, lugar que eu ainda não conhecia. Peguei o ônibus e em poucos minutos cheguei na High Street de Camden. Já do ponto de ônibus você é carregado pelo rebanho de pessoas.

É um lugar bem diferente dos pontos turísticos mais posh de Londres. Tem um aspecto mais decadente, mais ‘sujão’ e é mais alto astral. Tem várias lojas com roupas mais roqueirinhas, jaquetonas de couro, casacões, coturnos, colares e pulseiras com aqueles espetos, enfim… Tudo que segue o estereótipo ‘do malzinho’. Depois de passar por algumas lojinhas fui para o Camden Market, que é um conjunto de barraquinhas. Lá tem várias camisetas (tee) legais, vestidinhos, mas o que mais gostei foram os colares, anéis, pulseiras. O lance aqui é pechinchar e olhar todas as barracas antes, para ver qual é o melhor preço. Normalmente elas vendem quase as mesmas coisas, então você encontra um colar em um lugar que custa £7, mas na barraca ao lado custa £5.

Como eu queria uma blusa diferente (só encontrava blusa do Joy Division, Londres, ou aqueles bigodes malditos), entrei em uma lojinha bizarra porque com certeza ali tinha blusa de tudo quanto é jeito. E estava certa. A loja tinha tudo, mas a atmosfera era muito tensa. Na porta, você acha que a loja é pequena, mas ela vai se expandindo a medida que você vai entrando, parece. Uma mulher de perucona rosa, corset e peitos quase de fora, falou para eu ir entrando e me mostrou onde as tees estavam, organizadas alfabeticamente. Encontrei uma do Siouxsie and the Banshees. A mulher de rosa: “Você vai querer essa?”. “Sim, quanto é?”. “Você tem que perguntar para o boss.” Ela apontou em direção a outra mulher. Eu: “Quanto custa?”. “I’m not the boss, love. HE is the boss.”. E apontou para um velho escroto. Ele: “25 quid.”. E ficou me encarando. Eu acho que minha testa tem escrito OTÁRIA, porque, né, eu não consigo falar NÃO. “What?”. “25 quid.” Ele ficou me encarando. “Mas eu quero olhar outra camiseta.”. “Pague primeiro que eu te mostro o resto.” VELHO, EU PAGUEI 25 POUNDS POR UMA CAMISETA.

Daí o velho chamou um carinha. “Ele vai te mostrar jaquetas e calças agora. Follow him. Ele é um pouco surdo, então você tem que falar alto com ele”. Eu fiz uma cara de QUE MERDA É ESSA para a mulher de rosa. “Do what he says.”. Fui, né. Descemos para o porão e.. Cara, tinha uma segunda loja lá, de tanta jaqueta que tinha. Eu dei uma olhada, mas já estava puta por ter gastado tanto dinheiro na camiseta. Perguntei o nome do cara, que devia ter praticamente a minha idade. “Alex.”. “Ok, Alex. Thank you, mas não quero mais nada por hoje. Bye.”. Subimos, a mulher de cabelo rosa: “Você não vai levar nada? O Alex vai chorar.”. O Alex estava até rosa de vergonha. Daí o velho: “Leva ela lá para cima e mostre as calças.” Novamente, uma terceira loja lá em cima, tinha um cômodo para cada tamanho diferente, P, M e G. BI-ZAR-RO. Fiquei sabendo que o tal do Alex estava trabalhando na loja há um mês apenas e morando em Londres há seis meses. Ele é da Suécia e é músico, mas a cena Hard Rock de Londres estava meio morta. Ele veio na época errada. Agradeci, não queria ver calça. Daí o BOSS falou: “Vem cá, querida.” Eu, desconfiada, né, porque o filho da puta me extorquiu, perguntei o que ele queria. “Just come.” Ele colocou uma gargantilha em mim. Eu disse que era bonita, mas que por hoje era só. Eu perguntei o nome daquilo em inglês, que eu não sabia. Ele: “15 pounds.”. Eu: “What’s your name?”. “Dracula.”. “Dracula, eu não vou comprar o colar.”. “Ok, 10 pounds.”. “Dracula, eu já paguei 25 quid numa camiseta. Tu acha mesmo que eu vou comprar essa gargantilha?”. Ele começou a rir, o filho da puta. Ri também, né. Daí a mulher de rosa: “Agora é ele quem vai chorar.”. Depois o Dracula ficou falando que eu era bonita, que ele gostava das brasileiras que iam lá e tentou me vender um corset. Queria que eu experimentasse de qualquer jeito. Saí fora, né. Só sei que eu fiquei remoendo esses 25 pounds, putíssima da vidíssima.

Andei mais por lá e, bem.. Me dei de presente um Dr. Martens. Turistar em Londres não é fácil para os pés e para as pernas, estava precisando de um sapato confortável e… Dr. Martens é incríffel. Apenas isso. Depois disso dei uma voltinha nos outros mercadinhos e, bem, deu pra perceber que os vendedores de Camden são bem espertinhos com turistas. Tem que ficar de olho aberto nessa região, porque é bem fácil de ser trapaceado. Eu me senti uma gringa no Rio de Janeiro prestes a levar calote a qualquer momento. Isso é bem frustrante, na verdade, e me irritou esse comportamento. Bom, depois almocei e fui procurar meu ponto de ônibus para voltar para casa. Nunca consigo me orientar naqueles mapinhas do ponto de ônibus. Fiquei andando de ponto em ponto e nunca era o certo. Pensei: quer saber, pega qualquer ônibus e é isso aí. Peguei o ônibus que ia para a Trafalgar Square e fui visitar a National Portrait Gallery.

É um lugar incrível e recomendo às pessoas que gostam ou têm vontade de saber mais sobre a história da Inglaterra. O audioguide de lá é super completo e explica tudinho. Claro que em um certo ponto do passeio, você começa a se cansar porque é muita coisa para ver. Depois da dinastia dos Stuart eu já estava: “Foda-se, vou ver só os highlights e é isso mesmo.”

Bueno, esse foi meu domingo.

P.S. Fui vestir a camiseta agora e senti uma energia horrível vindo ela. Minha amiga (que agora é minha roommate) sugeriu que eu a queimasse. Como não sabia muito bem onde poderia fazer isso aqui, fomos para fora e jogamos no cesto de lixo, demos três pulinhos, depois fui tomar um banho e tomei quase uma garrafinha de água de uma vez para limpar a urucubaca. 

“Turning-points are the inventions of story-tellers and dramatists, a necessary mechanism when a life is reduced to, traduced by, a plot, when a morality must be distilled from a sequence of actions, when an audience must be sent home with something unforgettable to mark a character’s growth. Seeing the light, the moment of truth, the turning-point, surely we borrow these from Hollywood or the Bible to make retroactive sense of an overcrowded memory?”

MCEWAN, I. Black dogs. London: Vintage books, 1998. pp. 50

Há umas semanas atrás, eu e mais duas meninas da minha sala fomos para Oxford. Pegamos o trem na estação de Paddington e em uma hora e mais uns minutinhos estávamos lá. A cidade é bem pequena, então é possível fazer tudo a pé. Saímos da estação e fomos direto para o Tourist office. Lá você encontra todos os tipos de passeio que você quer fazer: os mais convencionais para ver os Colleges, visitas temáticas para conhecer as locações para os filmes do Harry Potter ou sobre C. S. Lewis e o Tolkien, por exemplo. Tem passeio para todos os gostos. Eu recomendo fortemente que se procure um guia em Oxford porque assim você conhecerá a história do lugar de verdade e não vai ficar andando de monumento em monumento sem saber o que existe por trás daquilo ali.

broad st – a primeira impressão de oxford.

Antes de começar a visita guiada, demos uma voltinha pela cidade e fomos almoçar no café Vaults que fica embaixo da Church of St Mary the Virgin. O café era uma sugestão do meu guia da Lonely Planet, mas não achávamos de jeito nenhum o lugar, até que pedimos informação para uma família que estava chegando em um dos colleges. Ficamos sabendo que naquele dia os alunos estavam voltando do Easter holiday, então vários lugares estavam fechados. A cidade estava abarrotada de pais carregando malas, caixas e se despedindo dos filhos. Bueno, somos um pouco azaradas.

the church of st. mary the virgin.

Como minha memória é péssima e eu não anotei o que eu fiz naquele dia, não me lembro bem os nomes de certos lugares que visitamos. Fomos ao Wadham College e, olha, dá vontade de estudar em um desses lugares. Oxford é uma cidade tão aconchegante, pequenininha, bem resolvida e transparece ser bem calma, ao mesmo tempo divertida por causa da presença dos estudantes. Fomos à Bodleian Library e em dos grandes colleges, que eu não me recordo agora o nome. Sem contar que, ao longo de nossas caminhadas, mesmo que não entrássemos nos prédios, a guia parava do lado de fora e contava as histórias malucas e tradicionais do lugar.

divinity school.

No final fomos para a Blackwell, livraria onde o CS Lewis e o Tolkien mantinham um grupo informal de discussão, comprei uns livrinhos e.. Bueno, eu queria ir para outros lugares, mas minhas companheiras de viagem já estavam exaustas. Estou descobrindo que eu sou daquelas turistas que não cansam nunca, querem fazer tudo de uma vez e não podem perder nenhum centímetro da cidade, haha. Talvez eu tenha que começar a viajar sozinha, porque fico sentindo que estou perdendo tanta coisa quando tenho que conciliar as minhas vontades com as das minhas companheiras de viagem. Enfim, comemos um lanche e voltamos para Londres por volta das 18h. Oxford é um lugar que pretendo voltar, com certeza. Porém, o próximo destino será: Cambridge!

 

Domingueira. Dormi igual uma pedra. O mesmo não pode ser dito sobre minha amiga. No quarto ao lado do hotel, os hóspedes fizeram uma festinha e ela não conseguiu dormir com o barulho. Ela só queria voltar para Londres, desistiu da viagem por completo. Eu disse que iria melhorar, para a gente ir para o centro tomar café da manhã e depois ir ao centro turístico. Foi o que fizemos. Café no Costa (nham!) e depois pagamos por um passeio naqueles ônibus hop on/hop off com guia. Escolhemos o caminho pela Old Town apenas, demos a primeira volta sem descer. O sotaque da guia era uma graça, né. ❤

eu, o vento, o frio e o cabelo bagunçado no castelo.

eu, o vento, o frio e o cabelo bagunçado no castelo.

Depois pegamos o ônibus de novo e descemos no Edinburgh Castle. O foda dessa cidade é que praticamente todos os passeios turísticos são pagos, ao contrário de Londres. Morreu £16.00 no castelo, mais £3.50 no audioguide. Bueno, como minha companheira de viagem não estava muito afim de ver tudo, foi meio ruim porque eu queria entrar em todos os lugares, ouvir todas as informações do guia, ler tudinho… E ela não. Uma coisa que eu não curti é que muitos prédios não foram preservados como eram e foram transformados no interior para contar a historinha do lugar. A vista lá de cima é excepcional. O mar, a cidade lá embaixo, o clima meio lúgubre e harsh. É totalmente Game of Thrones isso, mas quanto mais você vai ao norte, mais a parada fica estranha.

a vista do castelo

a vista do castelo

Depois descemos um pedaço da Royal Mile e paramos para almoçar numa das ruas adjacentes, num lugarzinho chamado St. Giles Café Bar. Que comida gostosa. Comi o melhor waffle com Nutella do universo. Depois fomos para a St. Giles Cathedral. Sensacional. Depois encostei no dedão do Hume e… Bora para a estação, voltar para Londres.

Fim do relato da viagem mais cansativa, cara e pouco aproveitada da história. Mas, né. Fui pra Escócia.

dedão do hume. encostei, né. mal não fará.

Semana passada eu e minha amiga resolvemos na quarta-feira que iríamos para Edinburgh no sábado. Fomos para a King’s Cross comprar nossa passagem de trem e depois reservamos um quarto no primeiro hotel que vimos no site Hostel World, The Northumberland Hotel.

Sábado de manhã acordei cedo porque precisava estar pontualmente na estação às 07h45. Ok, fui para Baker Street fazer baldeação e pegar qualquer uma das três linhas que me levaria para King’s Cross. Chegando lá, de cara tinha um metrô da Metropolitan Line parado. Maravilha, né. O trem está praticamente me esperando. Só que não. Peguei o trem que ia para a direção contrária. Minutos depois desço na estação errada e me dou conta que a Metropolitan line está fechada para o outro lado – o lado certo que eu precisava ir. PANE NO SISTEMA, Pitty. Já estava atrasada e comecei a pirar. Vi um cara chegando na estação com cara mais amigável e pedi ajuda. O cara, na maior paciência, ligou pro carinha da estação, tirou minhas dúvidas e me descolou uma rota alternativa. Só que assim, o cara também ia fazer o mesmo caminho e começou a me dar medo… Mas ele só estava sendo legal mesmo. Ele é da Tchecoslováquia, estava voltando pra casa depois do night shift… Enfim, às vezes encontramos essas pessoas legais aqui, sem querer.

king’s cross station – ou a estação do harry potter.

Cheguei na estação. Quem disse que eu tinha crédito pra ligar pra minha amiga? Liguei do telefone público. Quem disse que ela atendia? Aqui já começou a dar vontade de dar uma choradinha. Acabou que nos encontramos, compramos nosso lanchinho pro trem e pegamos o trem das 09h30.

Então estávamos indo para a Escócia. Á medida que íamos mais e mais para o norte, a parada ia mudando. Apareciam as ovelhinhas, a arquitetura ficava mais sombria e a vibe ficava mais ROUGH. Negada que entrava no trem falava de um jeito mais diferente e incompreensível à medida que nos aproximávamos da Escócia. O mar no norte é incrível e o clima é completamente diferente. Sério, é outro universo. Quatro, quase cinco horas depois de viagem chegamos em Edinburgh  na larica dos moleque.

Primeira coisa que precisávamos fazer: descolar comida. Andamos um pouquinho e achamos um pub cheio. Dica: sempre entre em um restaurante cheio aqui. Se está cheio, é porque é bom e você não vai morrer de disenteria. Entramos no pub (acho que se chama Great Britain pub) e todo mundo parou para olhar para gente. Ok, we’re not in London anymore. Comemos uma pie and mash sensacional e fomos dar uma volta na Princes Street. Eu e minha amiga estávamos exaustas da viagem e a última coisa que queríamos fazer naquele momento era bater perna. Para completar, ela começou a se sentir mal e eu não estava no meu melhor momento também. Melhor procurar o hotel, né.

Pegamos o táxi e fomos para lá. Fica perto do centro. Recepcionista estranha, atmosfera estranha, mas o quarto era bonzinho. Juro que por uma fração de segundo cogitamos voltar para Londres. Resolvemos voltar para Princes Street e explorar um pouco. Tudo fechando às 18h. Ok, sábado não era nosso dia. Voltamos para o hotel e ficamos vendo How I met your mother.

scott monument + princes street

 

Jamie’s Italian. (http://www.jamieoliver.com/italian/) Sempre quis ir a um restaurante do Jamie Oliver e, aqui, mal sabia eu que em qualquer esquina se acha um restaurante dele. Eu fui no de Angel, astral mó gostoso o lugar. Pedi um macarrão com camarão e um molho diferente que esqueci o nome. Muito gostoso, mas assim… Não é nada que me fez pirar o cabelo. É uma comida bem feita, gostosa, mas você paga mais pelo nome Jamie Oliver do que pela comida. De sobremesa comi um epic brownie, not so epic, mas ainda bem gostoso. O que mais valeu a pena? O garçom maravilhoso.

Saatchi Gallery. (http://www.saatchi-gallery.co.uk/) Que. Galeria. Incrível. Primeiro o prédio que é maravilhoso, a localização (Duke of York’s HQ), que lugar especial. É uma galeria de arte contemporânea criada pelo Charles Saatchi para mostrar ao público sua própria coleção. Dei sorte de ir justamente quando tinha uma exposição muito boa, “New art from Russia”. É meio bad trip, mas muito instigante. Meus artistas preferidos foram Boris Mikhailov (perturbador!) e Vikenti Nilin. O que eu adorei também foi que no último andar, as galerias são totalmente dedicadas a artistas novos e desconhecidos (‘New Order: British art today’). E, claro, a exposição fixa no subsolo, do Richard Wilson.

White Cube. (http://whitecube.com/) É uma galeria de arte contemporânea espalhada pelo mundo. A primeira se localizava na Duke Street, em St. James’s, em um comodozinho. Depois se mudou para Hoxton Square (fechada ano passado), depois voltaram para pertinho da sede, em Mason’s Yard (foi nessa que eu fui). E em 2011 abriram uma White Cube na Bermondsey St. Tem também White Cubes em São Paulo e em Hong Kong. Bueno, o que tenho a dizer.. Depois de me perder e com muito custo achar a galeria, adorei o lugar. Simplesmente um espaço incrível, mas me fez sentir meio: “Você não foi convidada para a festa.”. Os funcionários ficam no computador, nem olham para sua cara e a atmosfera do lugar é bem pretensiosa, para dizer o mínimo. A mesma coisa digo para a exposição. Vou ver se vou na de Bermondsey por esses dias.

Byron. (http://www.byronhamburgers.com/) Melhor sanduíche. Melhor courgette fries. E.. Milkshake de Oreo. Melhor coisa desse mundo de meu deus. Só isso que tenho a dizer.