brighton – day trip.

Marquei de encontrar com meus amigos hoje na minha estação às 9h30 e eu acordei adivinha quantas horas? 9h. Sabe quando você se levanta da cama e sente seu corpo todo doendo, pedindo para dormir até cansar? Poisé, cogitei desmarcar com eles, mas depois pensei… “Velho, se você desmarcar, você vai ficar aqui fazendo o quê? Nada, né. Então levanta e vai.” Levantei e fui, cheguei atrasada atrapalhando a vida dos outros, mas tudo bem.

Fomos para a London Bridge station e como estávamos em cinco, rolou um deal e cada um pagou só £6 pelas passagens de ida e volta. Aliás, essa dica é quente, ein. Se for viajar de trem, viajem com mais gente que sai mais barato. Em mais ou menos 45 minutos chegamos à Brighton station. Descemos a rua principal e o clima da cidade é diferente de tudo que eu já vi por aqui até agora. Como só fui para o norte de Londres até então, a experiência de ir para o sul foi bem interessante. As pessoas parecem estarem mais felizes, as casas não são nada austeras, a atmosfera é muito mais amigável e convidativa.

À caminho do Royal Pavillion, vimos uma ruela meio torta cheia de bandeirinhas e resolvemos mudar nosso caminho e passar por lá. Essa área chama-se The lanes, cheia de lojinhas diferentes, muita loja vendendo jóias, lojas vendendo armas de fogo antigas de guerra, loja vendendo miniaturas, muita coisa aleatória e fofa ao mesmo tempo. É um conjunto de ruelas tortas se cruzando e se transformando em um labirinto. Mais tarde voltamos para lá, acabei descobrindo uma loja de música onde comprei um vinil. Leitor, você vai me perguntar se eu tenho um tocador de vinil. E eu te responderei com um sorriso nos lábios: claro que não. Outra loja sensacional que descobrimos por lá foi a England at home. Dá vontade de carregar a loja toda pra casa.

Enfim, depois disso fomos para o Royal Pavillion. A arquitetura desse lugar é incrível, com um estilo meio indiano, você fica se perguntando o que aconteceu ali para ter essas influências aleatórias, nada britânicas. Não entramos porque ninguém estava afim de desembolsar £10 naquele momento, mas o lugar é a atração principal da cidade e parece ser incrível o seu interior.

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Demos uma volta pela praça e fomos à procura de um almoço barato. Achamos um panini muito gostoso no restaurante El mexicano. Voltamos para a praça, passamos pelo Brighton Museum e lá eu vi a gift shop mais aleatória do universo. Para vocês terem ideia, lá vendia DVD da Era do Gelo. Sério, rapaziada. E do Happy Feet também. Não me perguntem o motivo, por favor. Depois disso passamos por uma feira de rua vendendo comida, estátuas com gaivotas em springbreak e… E aí o momento nada a ver da viagem.

Tinha uma tenda em uma das praças e fomos lá bisbilhotar o que era. Do nada me brota uma mulher com uns ingressos na mão: “Ah, vai começar uma apresentação de um trio ali (aponta) agorinha, vocês se interessariam?”, “É um trio de cello, piano e violino blá blá blá… Whiskas sachê… É de graça e vocês podem sair depois da primeira apresentação, se quiserem.”. Por que  não, né, minha gente? Fomos. A mulher ficou felizona porque entregou os últimos ingressos pra gente e cumpriu seu trabalho. O lugar era bem baranguinho por fora, por dentro era cheio de espelhos, parecendo cenário de show de mágica, muito bizarro. A mesma mulher arrumou umas cadeiras para gente. Sentamos com cara de “Como nós fomos parar aqui?”. Foi bem agradável, na real. Tocaram uma peça do Brahms, os músicos eram bons, pelo menos soaram bem aos meus ouvidos ignorantes. Depois disso fomos para a praia, finalmente.

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Praia com pedra. Incrível. Imaginem uma praia com pedra, pedras grandes, conchinhas, pedras marrons, cinzas, meio azuladas. Agora se imagine pisando nas pedras com seus sapatos, fazendo aquele barulhinho gostoso. Daí você senta na pedra que está aquecida pelo sol, e elas se ajeitam perfeitamente no formato do seu corpo e você fica ali de boa, curtindo o mar, sem a sujeira nojenta da areia que se enfia em todos os orifícios do seu corpo. Praia. Com. Pedra. (:

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Depois disso fomos até o píer. Lá tem um parque de diversões escrotinho, baranguérrimo, como todos os parques de diversão do universo. Demos uma volta pelo lugar, mais outra volta pela cidade e voltamos para Londres.

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2 comments
  1. Olá, meu nome é Juliana vi a indicação do eu blog no site http://www.hey-london.net/
    Espero cursar Letras na UFMG ano que vem, minha intenção é trabalhar como tradutora e conhecer Londres um dia.

    Primeiro post que li e já adorei!!
    vou acompanhar sempre..e conhecer Londres “com” você

    Abraços
    Take care

    • Oi, Juliana!
      Muito obrigada, de verdade. 🙂
      Em qual língua? Inglês? Que legal que você quer fazer Letras. Se você quiser saber mais sobre o curso, é só perguntar. O mesmo sobre Londres. Se tiver dúvidas sobre aqui, posso te responder, se eu souber.

      Beijos. 🙂

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