respondendo às perguntas – parte III.

Desculpem-me de novo por ter ficado ausente e por não ter respondido e-mails, mas o final da viagem é sempre muito corrido. Nas duas últimas semanas acontecerão muitas coisas, como vocês viram nos meus relatos. A viagem para Berlim, as provas, as despedidas, fazer as malas etc, mas cá estou. Fico muito feliz em ver pessoas acompanhando meu blog porque querem viajar e estão tirando algumas dúvidas com os meus relatos. Continuem mandando suas dúvidas! O que eu puder fazer para ajudá-los, farei. Algumas perguntas ainda não serão respondidas nesse post, porque o texto saiu meio grandinho, daí vou deixar para a próxima. Enfim, lá vai:

1. A adaptação.

É normal sentir um baque quando se chega em um ambiente diferente. Não só em um país diferente, ou uma cultura completamente outra, mas em qualquer situação, nós sempre temos problemas para nos adaptar a mudanças. Algumas pessoas conseguem levar isso com mais facilidade, outras não. Tem gente que fica com dor de barriga, esquece como se fala inglês, começa a chorar querendo voltar para casa e querem se trancar no banheiro. Outras já no primeiro dia querem desbravar a cidade, provar a comida típica e participar da vida daquele lugar. Aqui tem que rolar um exercício de auto-conhecimento e blá blá blá: que tipo de pessoa eu sou? Como eu posso fazer para aliviar a minha barra? Eu, particularmente, tenho problemas com mudanças e sofri no início. Primeiro porque eu nunca viajei sozinha na vida, nunca viajei para o exterior nem com a minha família, então foi bem dramática e expressiva a mudança. Quando você chega no aeroporto, você vê que… é, maluco, tu tá sozinho aqui. Mas sozinho MESMO. E não tem nenhuma zona de conforto, nem a língua, nem o bairro que você vive, nem a comida. Nadica.

Meu conselho? Seus instintos vão te obrigar a se fechar e se proteger, mas você deve encarar a situação. Se joga. Perca o medo de passar vergonha. Aliás, já te adianto. Você vai passar muita vergonha e não é pouca não. Vai dar muito vacilo, vai pegar ônibus errado, vai falar coisa errada, mas é assim mesmo. Que se dane.

Outra coisa, peça ajuda. Pergunte onde ficam os lugares, pergunte para seu host, para as pessoas da escola, para uma pessoa que está passando na rua. Não fique sofrendo sozinho.

E o mais importante: tudo passa. Tá uma merda? Calma que passa. Nada é tão ruim que dure muito e nem o que é bom. “Ai, mas eu não consigo me enturmar.” Calma, dê tempo ao tempo. “Ai, meu inglês é ruim.” Calma.. Essa é uma coisa valiosa. Fique na merda um pouquinho, dá aquela choradinha de leve, depois se dê um tapa na cara, tome tino e vá arrumar uma coisa para fazer. Tem que saber o timing também de curtir a merda. Lembre-se que o tempo é curto e que há muito para se fazer, do que ficar choramingando. O negócio é sempre se movimentar.

Porque olha, depois desses primeiros dias capengas (sim, dias. você vai se recuperar muito rápido se cair na zica da adaptação), as coisas vão começar a vir a você e tudo vai ficar muito mais fácil. E mais alguns dias depois você vai começar a andar em certas regiões sem mapa, sua rua vai ser mesmo a SUA rua e tudo vai se tornar mais familiar, devagarzinho.

2. Preparação da viagem.

A preparação da minha viagem foi muito rápida. Eu fechei o pacote com a agência Central do Estudante no finalzinho de novembro de 2012 e viajei dia 15 de março de 2013. Na verdade, a preparação desse tipo de viagem, se feita através de agência, é muito tranquila e não requer muito tempo. Porém, eu recomendo que se feche pacotes com bastante antecedência para se programar quanto ao pagamento das parcelas. O que precisa ser feito, como contatar escola, comprar passagem, pagar assistência médica etc, tudo é por conta da agência. Uma preocupação também é ter o passaporte em dia e isso requer um tempinho também. Eu escrevi isso ao longo da preparação, mas talvez os posts ficaram um pouco dispersos. Eu posso falar disso de novo, de maneira mais esquematizada. Mas enfim, é um processo tranquilo, fácil, se feito com uma agência séria.

3. A decisão.

Eu sempre quis fazer um intercâmbio, desde que eu tinha uns 15 anos, mas parece que nunca dava certo. Nesse post aqui, eu falei mais sobre isso, se você quiser saber de mais detalhes, mas eu já tentei ir para Portugal duas vezes na graduação e sempre ficava fuçando booklets de cursos de inglês em Londres, para ver se um dia rolava. Sempre foi um sonho meu. E, ano passado, meu pai me ajudou a realizar esse sonho pagando minha viagem inteira. A princípio minha família ficou meio receosa. Quando eu tinha os papos de ir para Portugal, meu pai me proibiu de fazer a viagem, mas acho que minha família percebeu que isso era realmente importante para mim e por isso deram uma amaciada. Mas assim… Até o último momento eles não estavam muito loucos de vontade que eu fosse não. Meus amigos, por outro lado, torciam por mim desde sempre porque sabiam o tanto que aquilo era importante para mim. Por eles mesmo terem feito intercâmbio, sabiam que a experiência era super valiosa.

Para quem ainda não leu, respondendo às perguntas – parte I e parte II.

Quer enviar mais perguntas, clique aqui.

 

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3 comments
  1. Vanessa Corrêa said:

    Cara adoro seu blog na boa, mas agora nesse post super me identifiquei.. 1° sempre quis fazer um intercâmbio; 2° já tentei umas 2 vezes ir pra Portugal tbm na minha graduação (aindatenhoesperança,haha´), 3° sempre fuçava coisas sobre cursos de inglês em Londres e eis que agora parece qe finalmente minha familia me liberou, \o/.. Nem acredito que vou realizar meu sonho..

    • Muito obrigada, Vanessa! Fiquei super feliz com o seu comentário, de verdade.
      Você vai fazer o intercâmbio quando? Como está isso?
      Beijos.

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