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Monthly Archives: Julho 2013

“Talvez seja pertinente relembrar aqui alguns dados sobre o sistema de casamento entre os nobres no período Heian (794-1192). De modo geral, o processo trilhava os seguintes passos: o jovem indaga a pessoas de seu meio acerca das moças disponíveis (seu caráter, histórico familiar, atividades artísticas) e, se interessado, envia-lhe uma carta de proposição de compromisso em forma de poema; ou a moça, que vive recôndita nos fundos de sua habitação e não se mostra a ninguém, é por ele ‘espiada’ (emprega-se aí o termo kaimani, ‘ver através de frestas’) em alguma breve atividade exterior, e ele lhe envia a proposta.

A resposta à carta-poema é efetuada por uma representante da dama e assim ocorre algumas vezes até que a própria moça se digne a escrever diretamente a ele (dado o sigilo e a importância de tais cartas de amor, elementos como a caligrafia, os aromas, os processos de dobras, os adendos e os emissários adquirem um caráter estético de suma importância).

Se houver interesse mútuo, o moço começa a visitar a dama à noite e eles se comunicam de maneira mediada, ela oculta por um cortinado, ele por um biombo, e devendo partir antes do amanhecer. A regra diz que após três noites consecutivas, acompanhadas de três cartas na manhã seguinte (kinuginuno fumi), ele pela primeira vez pode ver sua face. Os pais dela aparecem e selam o compromisso com taças de saquê. Ele então permanece mais tempo e os dois são considerados casados oficialmente. Como as esposas continuam a viver em seus lares de origem, recebem visitas amorosas dos esposos oficiais (matsu onna, ‘mulheres a esperar’ torna-se seu epíteto), sendo a influência de seus pais fundamental no exercício do poder político, pois as utilizam como ímãs sedutores e como progenitoras de possíveis futuros Imperadores que lhes ficam sob a guarda. As filhas passam a ter, então, excepcional valor, e são preciosamente escondidas dos olhares comuns atrás das cortinas, cortinados, biombos, treliças: a chama da lamparina e a penumbra (e seus correlatos: a ambiguidade, a alusão, o subentendido, a sutileza) passam doravante a estruturar a estética japonesa mais tradicional.”

WAKISAKA, G. CORDARO, M. H. Sobre a obra, a autora, o contexto e a tradução. In: SHÔNAGON, S. O livro do travesseiro. São Paulo: Ed. 34, 2013. pp. 21-2.

vlcsnap-2013-02-13-23h20m36s61“I always feel this pressure of being a strong and independent icon of womanhood, and without making it look my whole life is revolving around some guy. But loving someone, and being loved means so much to me. We always make fun of it and stuff. But isn’t everything we do in life a way to be loved a little more?”

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“Baby, you are gonna miss that plane.”

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“I’m starting to forget him. And it’s like… like… losing him again. So sometimes I make myself remember every detail of his face. The exact color of his eyes, his lips, his teeth, the texture of his skin, his hair. That was all gone by the time he went. And sometimes – not always – but sometimes, I can actually see him. Like as if a cloud moves away and there he is – I could almost touch him. But then, the real world rushes in, and he vanishes again. Well, I did this every morning, when the sun was not too bright outside. The sun somehow makes him vanish. Yes, he appears and he disappears, Like sunlight, sunset, anything so ephemeral. Just like our life, uh? We appear and we disappear. And we are so important to some, but we are just passing through.”

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“Oh, fuck it. D’you know something? You’re just the little girls and everybody else. You wanna live inside some fairy tale, right? I’m just trying to make things better here, alright? I tell you that I love you unconditionally; I tell you that you’re beautiful; I tell you that your ass looks great when you’re eighty, uh? I’m trying to make you laugh. I put up with plenty of your shit. And if you think I’m some dog that is going to keep coming back, then you’re wrong. But if you want true love, then this is it. This is real life: it’s not perfect, but it’s real. And if you can’t see it, then you’re blind, right? I give up.”

“Like Jean Renoir and Max Ophüls, most of Paul Thomas Anderson’s films are characterized by a constantly moving camera. Like François Truffaut and Martin Scorsese, his films are the work of a man with an encyclopaedic knowledge of film and film technique, who is able to make tried and true techniques as fresh and as vibrant as when D.W. Griffith first started to discover them. Like Robert Altman, Anderson thrives on working with large ensembles of actors. Like Steven Spielberg and Tim Burton, his films often depict the suburban U.S. as a place of alienation, and his characters are often alienated people who must in some way or another learn to assimilate themselves into some kind of family environment.”

Então tá.

Tinha assistido apenas Punch-drunk love por recomendação de um amigo e agora assistirei os outros longas do cara.

1. The Master (2012)

2. There will be blood (2007)

3. Punch-drunk love (2002)

4. Magnolia (1999)

5. Boogie nights (1997)

6. Sydney (1996)