maratona noah baumbach – parte III.

O destaque desse post vai para o ator Chris Eigeman, que eu achava ser só o Jason Stiles, o namorado da Lorelai Gilmore, mas que é um incrível ator. Ele está em dois filmes que assisti nessa semana (Kicking and screaming e The last days of disco) e no terceiro que estou assistindo nesse exato momento (Metropolitan). Baita ator que todo mundo ignora.

3. Kicking and screaming, 1995.

Então, seguindo com a maratona, fiquei muito surpresa com esse filme de estreia do Noah Baumbach, que em nada se parece com um filme de estreia. Aliás, é muito maduro. Em uma entrevista que postei no blog há uns meses atrás, uma conversa entre Baumbach e Wes Anderson na biblioteca de NY, Baumbach diz que Anderson parece sempre saber qual era seu projeto, o que ele queria dos seus filmes, como se desde a sua estreia, ele já estivesse pronto para aquilo, ao contrário dele próprio. O que eu acho uma bobagem, na verdade. Já está tudo em Kicking and screaming, com uma potência impressionante.

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O filme é sobre jovens que acabaram de se formar na faculdade e não sabem muito bem o que fazer com isso. Particularmente estou muito perto desse limbo entre a faculdade e a vida adulta e me identifico bastante. Todos esses formandos não querem ser como Chet, um estudante universitário profissional que está na faculdade há 10 anos, mas também não querem se perder nesse mundo. O que eles fazem? Porra nenhuma. Formam-se e ficam uns meses no mesmo lugar, morando juntos, vivendo um grande domingo, como ouvi uma pessoa dizer isso essa semana.

Os filmes do Baumbach tem muito dessa ideia dos personagens estarem numa busca interminável de encontrarem quem eles realmente são, ou como lidarem com eles mesmos. Frances ha é assim, Greenberg, The squid and the whale, Margot at the wedding… Em uma entrevista para o Indiewire, Baumbach disse: “I’m always interested in how people, myself included, have ideas of themselves, of how they thought they would be, or of how they want to be seen, And the older you get, the world keeps telling you different things about yourself. And how people either adjust to those things and let go of adolescent notions. Or they dig in deeper.”. Vai ver é isso que me interessa tanto no Baumbach.

Adoro os diálogos realistas de todos os filmes do Baumbach e esse não foge disso. Aqui vai um trecho:

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Grover: Oh, I’ve been to Prague. Well, I haven’t “been to Prague” been to Prague, but I know that thing, that, “Stop shaving your armpits, read the Unbearable Lightness of Being, date a sculptor, now I know how bad American coffee is thing… “

Jane: They have good beer there.

Grover: “… now I know how bad American beer is thing.”

Adoro todos os personagens, claro que os protagonistas são incríveis, mas preciso dizer que o Otis (Carlos Jacott) e o Max (Chris Eigeman) são meus preferidos. Adoro aquele jogo que eles se desafiam a, por exemplo, falarem oito nomes de filmes que o personagem principal é um macaco. É sempre um desafio para fazerem uma lista sem noção.

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Max: Is that a pajama top?

Otis: No… Yes.

+

Max: Are you wearing mascara?

Otis: No… yes.

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