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comidinhas

Jamie’s Italian. (http://www.jamieoliver.com/italian/) Sempre quis ir a um restaurante do Jamie Oliver e, aqui, mal sabia eu que em qualquer esquina se acha um restaurante dele. Eu fui no de Angel, astral mó gostoso o lugar. Pedi um macarrão com camarão e um molho diferente que esqueci o nome. Muito gostoso, mas assim… Não é nada que me fez pirar o cabelo. É uma comida bem feita, gostosa, mas você paga mais pelo nome Jamie Oliver do que pela comida. De sobremesa comi um epic brownie, not so epic, mas ainda bem gostoso. O que mais valeu a pena? O garçom maravilhoso.

Saatchi Gallery. (http://www.saatchi-gallery.co.uk/) Que. Galeria. Incrível. Primeiro o prédio que é maravilhoso, a localização (Duke of York’s HQ), que lugar especial. É uma galeria de arte contemporânea criada pelo Charles Saatchi para mostrar ao público sua própria coleção. Dei sorte de ir justamente quando tinha uma exposição muito boa, “New art from Russia”. É meio bad trip, mas muito instigante. Meus artistas preferidos foram Boris Mikhailov (perturbador!) e Vikenti Nilin. O que eu adorei também foi que no último andar, as galerias são totalmente dedicadas a artistas novos e desconhecidos (‘New Order: British art today’). E, claro, a exposição fixa no subsolo, do Richard Wilson.

White Cube. (http://whitecube.com/) É uma galeria de arte contemporânea espalhada pelo mundo. A primeira se localizava na Duke Street, em St. James’s, em um comodozinho. Depois se mudou para Hoxton Square (fechada ano passado), depois voltaram para pertinho da sede, em Mason’s Yard (foi nessa que eu fui). E em 2011 abriram uma White Cube na Bermondsey St. Tem também White Cubes em São Paulo e em Hong Kong. Bueno, o que tenho a dizer.. Depois de me perder e com muito custo achar a galeria, adorei o lugar. Simplesmente um espaço incrível, mas me fez sentir meio: “Você não foi convidada para a festa.”. Os funcionários ficam no computador, nem olham para sua cara e a atmosfera do lugar é bem pretensiosa, para dizer o mínimo. A mesma coisa digo para a exposição. Vou ver se vou na de Bermondsey por esses dias.

Byron. (http://www.byronhamburgers.com/) Melhor sanduíche. Melhor courgette fries. E.. Milkshake de Oreo. Melhor coisa desse mundo de meu deus. Só isso que tenho a dizer.

Esse final de semana está sendo mais tranquilo. Ontem pela manhã, acabei novamente perdendo um tempinho fazendo as atividades da escola e sobrou só umas duas horas para sair. Fui à Foyles (http://www.foyles.co.uk/), uma das grandes livrarias daqui, que existe desde 1903. Dá vontade de morar lá dentro, sério. Você encontra qualquer tipo de livro. Me acabei ali, deu vontade de levar metade para casa. As seleções de poesia e de quadrinhos são ótimas. Comprei o novo Coetzee, The childhood of Jesus, que estava doida para ler. Já comecei a leitura hoje cedo e estou gostando muito.

Ontem à noite fui ao cinema na Leicester Square. Primeira aventura: peguei o metrô na hora do rush. Encontrei com duas meninas da minha escola, fomos à Chinatown e comemos comida taiwanesa. Pedimos um arroz meio frito com frutos do mar, berinjela com molho de alho e um negócio esquisito que não comemos e até agora eu não sei o que seja. Estava uma delícia. Depois fomos ao cinema e assistimos Side effects, com a linda da Rooney Mara e o incrível Jude Law. Filme bem mais ou menos, fala da indústria farmacêutica, do sofrimento de pessoas em depressão com medicamentos e todo o dinheiro que circula por trás disso. Começa como um filme mais introspectivo e depois muda para um filme de suspense, thriller. Sabe aquele tipo de filme que você sente que é de Hollywood, que tenta demais e você percebe as engrenagens do cinema funcionando por trás? É isso. Não gostei. Apesar de crucial para a trama, metade do filme fiquei pensando o que a Catherine Zeta-Jones estava fazendo ali.

Depois peguei um dos últimos horários do metrô e é muito legal como a atmosfera muda se comparado à manhã. As pessoas estão conversando, energéticas, empolgadas. Tem um senso de camaradagem entre todos, junto com a aura daqueles músicos de metrô que ficam nos corredores animando ainda mais a cena.

Hoje cedo eu me programei para ir ao Borough Market, porém… Neve. Ok, mudando de planos para fazer uma atividade em lugar fechado. Minha colega de sala e seu colega de casa sugeriram cinema na Leicester Square de novo. Ok, né. Fomos. Tamos aí. Almoçamos em um restaurante chinês na própria praça e assistimos Robot & Frank. Gostei, fofinho. É um filme nada pretensioso, feito para ser água com açúcar mesmo. Entretenimento honesto, por isso gostei. Comi pela primeira vez na vida Ben & Jerry’s e quis me casar com esse sorvete. Depois sugeriram ir à National Gallery, mas nenhum dos dois gostavam de arte, então voltamos para casa. Eu e minha roommate tomamos chá e conversamos bastante. Sim, aqui minha casa é tipicamente inglesa. Então, toda hora alguém faz a pergunta inevitável: “Tea?” e “With milk?”. Depois fomos jantar sopa, maravilha nesse tempinho e voltamos. Foi ótimo passar um tempo a mais com ela e foi a primeira pessoa com quem consegui falar de coisas mais pessoais. Como ninguém se conhece e eu saio com intercambistas, sempre rola o bom e velho small talk. De onde você vem, o que faz da vida. É muito engraçado conhecer tantas pessoas do zero assim, em conjunto. E todos sempre muito dispostos a conversar, a ter amizades. Essa é uma das melhores coisas de um intercâmbio. É tudo novo, tudo começa do zero e você vai construindo coisas.

A trilogia de Nova York, de Paul Auster. É uma série de novelas (Cidade de vidro, Fantasmas e Quarto fechado) publicada nesse único volume, em 1987. Acredito que seja o livro mais conhecido e importante de Paul Auster. Li apenas TimbuktuSunset park e deu vontade de conhecer um pouco mais a sua obra. Estou ainda na primeira novela. Segue um trechinho:

E depois, mais importante que tudo: lembrar quem sou. Lembrar quem se supõe que eu seja. Não acho que se trate de um jogo. Por outro lado, nada está claro. Por exemplo, quem é você? E se você acha que sabe, por que continua a mentir? Não tenho resposta. Tudo o que posso dizer é o seguinte: ouçam-me. Meu nome é Paul Auster. Este não é meu nome verdadeiro.” (AUSTER, 1999, p. 50)

paul auster chatiado

Café Biografias. Café situado na varandinha do segundo andar do edifício Arcângelo Maletta. Como disse a Laura, é bom tomar café e ver a vida acontecendo lá embaixo. Fui lá na hora do rush e é mesmo bom relaxar e ver as pessoas saindo do trabalho, fazendo o que quer que seja que elas fazem ali embaixo, na rua da Bahia. Além do visu, meus cumprimentos aos sanduíches incríveis a preços satisfatórios e os cafés gostosos. Vale muito a pena.

Murder Ballads, Nick Cave and the Bad Seeds. Álbum mais tocado no meu iPod nos últimos dias. Não conhecia Nick Cave, podem me julgar. Esse foi o primeiro álbum que caiu nas minhas mãos. Quero me casar com Henry Lee, o dueto com a PJ Harvey

Homeland. Depois de ser aniquilada por Game of thrones, preciso de uma nova série para me obcecar. Assisti apenas o piloto até agora, mas já dá para sentir que é um programa de respeito. A série é sobre um sargento da marinha dos EUA, Nicholas Brody, que volta do Iraque depois de ter sido mantido em cativeiro por oito anos. Carrie, agenda da CIA, suspeita que Brody virou a camisa para o lado dos iraquianos. A cena em que a Jessica e o Brody se reencontram como marido e mulher, if you know what I mean, é sensacional. Já adoro a Carrie, perturbada, sem nenhum limite.

Casa Bonomi. Uma padaria situada no cruzamento da Afonso Pena com a Getúlio Vargas, em um casarão de 1902 e decoração assinada pela Freuza Zechmeister. Na hora que você pisa no lugar, já vem aquele cheirinho gostoso de pães e especiarias. Balcões com pães que eu nunca ouvi falar antes, num ambiente rústico e aconchegante. Como você deve ter percebido, tudo ali é caro para caceta. Mas vale a pena. Quanto ao cardápio, acredito que os cafés sejam bem ruins. Não vá pela bebida. É tudo nespresso e coisas artificiais do tipo, aparentemente. O negócio ali são os lanches, doces, pães e os sanduíches maravilhosos. Ciabatta, focaccia, nham.