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curtinhas

1. Elles: mulheres artistas na coleção do Centro Pompidou, no CCBB-BH

28 de agosto a 21 de outubro

2. Grimes – Visions (2012)

“”Post-internet” is a term that’s stuck all too easily (guilty as charged) to Grimes’ airy cyborg-pop, thanks in part to her endless quotability in acknowledging the digital world’s influence on her aesthetic (“The music of my childhood was really diverse because I had access to everything.”) But Visions, the latest and best album from one-woman project of Montreal-based Claire Boucher, complicates the all-too-tidy “post-internet” tag by bringing into focus the many contrasts at the heart of her music: tensions between pop structure and diffuse atmosphere, between technology and the human body, between sensory-overloaded hyper-presence and transcendence. More solidly constructed and a lot more fun to listen to than anything she’s put her name to so far, the electro cotton-candy of Visions is an inviting entrance into Grimes’ peculiar kind of bliss.” Retirado de: http://pitchfork.com/reviews/albums/16211-grimes-visions/

Jamie’s Italian. (http://www.jamieoliver.com/italian/) Sempre quis ir a um restaurante do Jamie Oliver e, aqui, mal sabia eu que em qualquer esquina se acha um restaurante dele. Eu fui no de Angel, astral mó gostoso o lugar. Pedi um macarrão com camarão e um molho diferente que esqueci o nome. Muito gostoso, mas assim… Não é nada que me fez pirar o cabelo. É uma comida bem feita, gostosa, mas você paga mais pelo nome Jamie Oliver do que pela comida. De sobremesa comi um epic brownie, not so epic, mas ainda bem gostoso. O que mais valeu a pena? O garçom maravilhoso.

Saatchi Gallery. (http://www.saatchi-gallery.co.uk/) Que. Galeria. Incrível. Primeiro o prédio que é maravilhoso, a localização (Duke of York’s HQ), que lugar especial. É uma galeria de arte contemporânea criada pelo Charles Saatchi para mostrar ao público sua própria coleção. Dei sorte de ir justamente quando tinha uma exposição muito boa, “New art from Russia”. É meio bad trip, mas muito instigante. Meus artistas preferidos foram Boris Mikhailov (perturbador!) e Vikenti Nilin. O que eu adorei também foi que no último andar, as galerias são totalmente dedicadas a artistas novos e desconhecidos (‘New Order: British art today’). E, claro, a exposição fixa no subsolo, do Richard Wilson.

White Cube. (http://whitecube.com/) É uma galeria de arte contemporânea espalhada pelo mundo. A primeira se localizava na Duke Street, em St. James’s, em um comodozinho. Depois se mudou para Hoxton Square (fechada ano passado), depois voltaram para pertinho da sede, em Mason’s Yard (foi nessa que eu fui). E em 2011 abriram uma White Cube na Bermondsey St. Tem também White Cubes em São Paulo e em Hong Kong. Bueno, o que tenho a dizer.. Depois de me perder e com muito custo achar a galeria, adorei o lugar. Simplesmente um espaço incrível, mas me fez sentir meio: “Você não foi convidada para a festa.”. Os funcionários ficam no computador, nem olham para sua cara e a atmosfera do lugar é bem pretensiosa, para dizer o mínimo. A mesma coisa digo para a exposição. Vou ver se vou na de Bermondsey por esses dias.

Byron. (http://www.byronhamburgers.com/) Melhor sanduíche. Melhor courgette fries. E.. Milkshake de Oreo. Melhor coisa desse mundo de meu deus. Só isso que tenho a dizer.

Light from the Middle East: New photography, no V & A. Para começar, esse deve ser o melhor museu que existe na face da Terra. E olha que eu não vi nem 1/5 dele. Essa exposição é maravilhosa. O contexto que eu fui foi interessante também. Antes de ir para lá, dei uma volta na Harrods porque, né. tô turistando. O lugar é enorme e depois que eu vi um relógio que custava mais que minha viagem inteira para Londres por três meses e um lenço que pagava minha alimentação aqui por dois meses, eu vi que não tinha muito a se fazer naquele lugar. Chegando na exposição, vi fotos de guerra, de mães que perderam filhos em conflitos. Enfim… It makes you wonder.

We will rock you, no Dominion Theatre. Então, eu gostei e não gostei do musical. A história é bem pastelona e eu meio que cago para essas historinhas de que o rock morreu, a tecnologia está tomando conta de tudo, o rock antigo que era música de verdade e blá blá blá. O ponto de partida do show já não me interessa. Mas né, é um musical grande, gosto das músicas do Queen e os atores são muito talentosos. Se eu iria de novo, pagando £30? Não. Se eu iria de novo de graça? Se eu não estiver fazendo nada..

City Cruises – Thames. Fui nesse passeio com duas inglesas de Bath. Pessoas incríveis que meu primo me apresentou e com quem tive uma das melhores tardes aqui em Londres. Depois de uma tentativa fracassada de ir a Brick Lane, nos perdermos em Shoreditch, ir ao pub mais vazio de Londres, fomos para esse passeio. Como tenho Oyster card, paguei só £4.30. Gente, que passeio sensacional. Até as inglesas amaram esse programa de turista – uma delas estava até mais empolgada que eu, haha. Vale super a pena.

Comida coreana. Não sabia que comida coreana é tão gostosa – ou pelo menos dei muita sorte, porque meu prato e a entrada que pedi estavam uma delícia. Melhor restaurante em Londres: Kimchee, em Holborn.

In the house – Cinema Curzon – Soho. Quem me recomendou esse filme foi minha professora. Diria que a nota que dou para ele é 3.5 de 5. Porém, o que adorei foi o cinema no Soho. Lá passam filmes mais ‘descolados’ e tals. Melhor que ir ao rebanho de gente na Leicester Square. E foi ótimo dar uma volta nas ruelas da região, encontrar a Soho Square. Procurei a casa do Mozart na Frith st. e do Thomas de Quincey na Greek st, mas não encontrei nenhuma das duas. Sou uma topeira para me localizar nas ruas. Mentira, topeiras têm bom senso de direção, acredito.

A trilogia de Nova York, de Paul Auster. É uma série de novelas (Cidade de vidro, Fantasmas e Quarto fechado) publicada nesse único volume, em 1987. Acredito que seja o livro mais conhecido e importante de Paul Auster. Li apenas TimbuktuSunset park e deu vontade de conhecer um pouco mais a sua obra. Estou ainda na primeira novela. Segue um trechinho:

E depois, mais importante que tudo: lembrar quem sou. Lembrar quem se supõe que eu seja. Não acho que se trate de um jogo. Por outro lado, nada está claro. Por exemplo, quem é você? E se você acha que sabe, por que continua a mentir? Não tenho resposta. Tudo o que posso dizer é o seguinte: ouçam-me. Meu nome é Paul Auster. Este não é meu nome verdadeiro.” (AUSTER, 1999, p. 50)

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Café Biografias. Café situado na varandinha do segundo andar do edifício Arcângelo Maletta. Como disse a Laura, é bom tomar café e ver a vida acontecendo lá embaixo. Fui lá na hora do rush e é mesmo bom relaxar e ver as pessoas saindo do trabalho, fazendo o que quer que seja que elas fazem ali embaixo, na rua da Bahia. Além do visu, meus cumprimentos aos sanduíches incríveis a preços satisfatórios e os cafés gostosos. Vale muito a pena.

Murder Ballads, Nick Cave and the Bad Seeds. Álbum mais tocado no meu iPod nos últimos dias. Não conhecia Nick Cave, podem me julgar. Esse foi o primeiro álbum que caiu nas minhas mãos. Quero me casar com Henry Lee, o dueto com a PJ Harvey

Homeland. Depois de ser aniquilada por Game of thrones, preciso de uma nova série para me obcecar. Assisti apenas o piloto até agora, mas já dá para sentir que é um programa de respeito. A série é sobre um sargento da marinha dos EUA, Nicholas Brody, que volta do Iraque depois de ter sido mantido em cativeiro por oito anos. Carrie, agenda da CIA, suspeita que Brody virou a camisa para o lado dos iraquianos. A cena em que a Jessica e o Brody se reencontram como marido e mulher, if you know what I mean, é sensacional. Já adoro a Carrie, perturbada, sem nenhum limite.

Casa Bonomi. Uma padaria situada no cruzamento da Afonso Pena com a Getúlio Vargas, em um casarão de 1902 e decoração assinada pela Freuza Zechmeister. Na hora que você pisa no lugar, já vem aquele cheirinho gostoso de pães e especiarias. Balcões com pães que eu nunca ouvi falar antes, num ambiente rústico e aconchegante. Como você deve ter percebido, tudo ali é caro para caceta. Mas vale a pena. Quanto ao cardápio, acredito que os cafés sejam bem ruins. Não vá pela bebida. É tudo nespresso e coisas artificiais do tipo, aparentemente. O negócio ali são os lanches, doces, pães e os sanduíches maravilhosos. Ciabatta, focaccia, nham.

Game of thrones. Os últimos serão os primeiros. Comecei a assistir uma das séries mais badaladas dos últimos anos com dois anos de atraso. E olha, que baita série. Vale todo o auê. Série da HBO, 55 minutos por episódio que você nem vê passando direito.

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Se você não sabe do que se trata – o que acho pouco provável, essa série conta a história de uma confusão em busca de poder entre famílias nobres pelo Iron Throne dos Seven Kingdoms. Treta em cima de treta, todo mundo querendo tirar o seu da reta e querendo levar vantagem. Ninguém tem caráter, exceto pela família Stark, que obviamente só leva ferro por causa disso. A série é a adaptação de A song of ice and fire, do George R.R. Martin.

m b v. Novo álbum de My bloody valentine. Depois de 22 anos de silêncio, vem esse lançamento. Fintchi. Dois. Anos. Depois. Poisé, muitas promessas entre esses anos… Aliás, o fato de ter acontecido o lançamento tem dado mais bafafá que o álbum em si, pelo que tenho visto. Bueno, no momento em que digito esse post, estou ouvindo pela primeira vez o álbum. Talvez depois de ouvi-lo de cabo a rabo por pelo menos cinco vezes, deitada na minha cama, sem multitaskear, posto mais sobre ele. Digo apenas que: já está enternecendo meu coração.

Mostra Inéditos/Passou batido em BH. No Palácio das Artes, cine Humberto Mauro, de 04 a 28 de fevereiro, está acontecendo essa mostra com título auto-explicativo. Aqueles filmes que estavam no circuito ano passado e que você perdeu. Tem Drive, Cosmopolis, O som ao redor, Fausto… Ingressos a cinco conto, dois e cinquenta a meia. Todos os dias, com sessões a partir das 17h. Sensacional.

Link para zapear o calendário: http://www.palaciodasartes.com.br/agenda/3089,ineditospassou-batido-em-bh.aspx