Archive

lugares

No dia seguinte (domingo), todos acordamos cedo, tomamos café da manhã e fomos para Zaanse SchansE o que seria esse lugar? É tipo um vilarejo bem pertinho de Amsterdam, onde eles preservam algumas casas histórias, moinhos e tudo que caracteriza a Holanda, em suma. Quando chegamos lá, fomos direto para uma das casinhas em que mostraram para gente como se fabrica aquele tamanco de madeira. Depois fomos para outra casinha em que mostraram como se produz o queijo Gouda. Comemos queijo, claro. Lá na lojinha você compra queijo Gouda de tudo quanto é tipo. Depois sobrou um tempo livre e dei uma volta pelos moinhos (você pode subir em um deles), andei pela vizinhança que é uma gracinha, toda florida agora na primavera. Uma fofura. Lá tem várias lojinhas de presente também, restaurantes, pousadas. Muito agradável. Você reparou que estou falando tudo no diminutivo, né? É só para mostrar quão fófis é o lugar. Não deu tempo de irmos ao museu, o Zaans Museum.

Read More

Depois de acordar às 4h30 da manhã, ir para a estação no dia errado, ficar puta da vida etc etc, no dia 25 de maio voltei para a estação, cheguei uma hora antes do horário marcado, mas dessa vez fui para Amsterdam. Yay! A minha escola tem um social programme e oferta várias atividades todos os dias, inclusive viagens pelo Reino Unido e para outros países. Achei mais conveniente ir de excursão e, além do mais, saía bem mais barato. Enfim, saímos de Embankment às 6h20 da manhã de ônibus. Aliás, conselho: nunca façam essa viagem de ônibus. Fizemos uma parada, mais pessoas entraram no ônibus e poucas milhas depois estávamos na imigração francesa. Eles estavam atrasados, ficamos um tempão mofando por lá, mas o guia conversou com a imigração e, não sei como, convenceu a galera a deixar a gente passar. Depois disso fomos direto para o Channel tunnel. Vocês me perguntarão o que é o Channel Tunnel e eu lhes responderei que é um túnel de cinquenta quilômetros QUE PASSA DEBAIXO DO MAR. Sim, tu sai da Inglaterra e cai na França. Mas peraí, o ônibus passa pelo túnel como? DE TREM. Poisé, me caiu os butiá dos bolso também. O ÔNIBUS ENTRA DENTRO DO TREM. E O TREM ATRAVESSA O MAR. HUMANIDADE ALOKA. Poisé, chegamos no norte da França, depois atravessamos a Bélgica, depois andamos mais uma caralhada de quilômetros na Holanda até chegar em Amsterdam. Onze. Horas. De. Viagem. Em um ônibus que os bancos não eram reclináveis. Com um coreano roncando ao meu lado e um ucraniano invadindo meu espaço no banco.

amsterdam2_2516696b

Read More

Marquei de encontrar com meus amigos hoje na minha estação às 9h30 e eu acordei adivinha quantas horas? 9h. Sabe quando você se levanta da cama e sente seu corpo todo doendo, pedindo para dormir até cansar? Poisé, cogitei desmarcar com eles, mas depois pensei… “Velho, se você desmarcar, você vai ficar aqui fazendo o quê? Nada, né. Então levanta e vai.” Levantei e fui, cheguei atrasada atrapalhando a vida dos outros, mas tudo bem.

Fomos para a London Bridge station e como estávamos em cinco, rolou um deal e cada um pagou só £6 pelas passagens de ida e volta. Aliás, essa dica é quente, ein. Se for viajar de trem, viajem com mais gente que sai mais barato. Em mais ou menos 45 minutos chegamos à Brighton station. Descemos a rua principal e o clima da cidade é diferente de tudo que eu já vi por aqui até agora. Como só fui para o norte de Londres até então, a experiência de ir para o sul foi bem interessante. As pessoas parecem estarem mais felizes, as casas não são nada austeras, a atmosfera é muito mais amigável e convidativa.

Read More

Sexta-feira combinei de encontrar com meu amigo 12h na Victoria Coach Station. Compramos nossa passagem pela Megabus por £10 e demos um rolé até às 16h, horário que o ônibus partia. Eu não sabia que aqui na Inglaterra os ônibus não faziam paradas e iam direto para o destino. Ao contrário do Brasil, que de tempos em tempos as companhias são obrigadas a fazer paradas, aqui não teve disso não. Foram seis horas de viagem direto, parando em algumas estações para o pessoal descer e outras pessoas entrarem e para trocar de motorista. Além disso, não tem dessa de reclinar a cadeirinha para tirar aquele ronco. Semi-leito da São Geraldo dá de 10 a 0. E o banheiro, cara? A descarga não funcionava. A privada funcionava como um baldezinho em que o mijo se acumulava ali. Não estou zoando. Enfim.. Chegamos em Liverpool e… Vai ver é porque eu estou acostumada com o ritmo de Londres, mas minha primeira impressão era de que Liverpool é uma roça, haha.

Read More

Sexta-feira eu e minha amiga fomos jantar no Soho e, no caminho, vimos um bar todo bonitinho, cheio de luzinhas e.. Bom, vamos entrar e ver qualé, né. Era um gay bar, chamado The yard. Enfim, riscamos da to do list a experiência de ir em um gay bar em Soho. Depois procuramos por um straight bar, mas parece que éramos atraídas só pelos bares gays. Eles têm as melhores músicas e têm decorações de bom gosto.

the yard, em soho

Depois da experiência traumática em Camden Town – Camden is shit é meu bordão e do meu colega de sala coreano, estava doida para ir em outro mercado e tirar essa impressão ruim. No sábado fomos para o Spitalfields market (http://www.oldspitalfieldsmarket.com/) e, por sorte, estava acontecendo uma feira de coisinhas vintage. É uma feira bem organizada, pelo website dá para vocês sacarem como é a atmosfera. Tem muita coisa bonitinha e tem umas lojas na região também com muita coisa legal. Parte do mercado foi transformado num complexo de restaurantes e o lugar dá aquela impressão ruim de que o antigo, popular e trendy está sendo tomado pelo moderno, chique e fuén.

old spitalfields market

Nesse dia fomos comemorar o aniversário da minha amiga no The book club (http://www.wearetbc.com/), em Shoreditch. Primeiro que a região é super legal. É bem diferente da Londres bonitinha e aristocrática que nós vemos nos cartões postais. É uma região mais sujona, com galerias de arte escondidas, clubs legais, onde muita coisa está acontecendo por trás daquelas portinhas. Mas, como eu tenho percebido, os lugares legais e os points daqui de Londres mudam com muita rapidez. Parece que Shoreditch não é mais a cool area, pelo menos não a the coolest, saca. O club é excelente e foi muito legal ver um Banksy no caminho – lá é a região dele e encontram-se várias coisas dele por lá.

banksy em shoreditch

No domingo foi o segundo dia de mercado. Fomos para Brick Lane (http://www.visitbricklane.org/), mas chegamos por lá muito tarde. Não tinha mais barracas na rua, só em um galpão, mas ainda assim valeu muito a pena. Tem muito brechó legal, tinha um lugar vendendo vinis super baratos e Shoreditch é uma região sensacional, sério. É legal reparar nas pessoas que vão. Muita gente se vestindo de um jeito muito diferentão, muito hipster escroto, enfim.. Vi mais Banksy. Aliás, depois vou fazer um tour Banksy aqui. É um lugar que eu definitivamente voltarei e eu acho que está no meu ranking de preferidos.

banksy na brick lane

E hoje (Bank holiday) fui para Notting Hill. De manhã assisti o filme pela milésima vez e o lugar é exatamente como o Hugh Grant descreve no início. É uma vilazinha calma, tranquila, no meio do caos que é Londres. Dá vontade de morar ali, naquelas casinhas coloridas. Fui à loja de livros, que agora virou uma sapataria. Fui à casa de porta azul, que tivemos que tirar as fotos correndo porque tinha um cara estranho perto nos seguindo. Depois fomos para a rua mais fofa de toda Londres onde aconteceu uma das cenas daquele filme Love actually. E ali eu vi a casinha que eu sempre quis morar, no segundo andar tinha um gatinho fofo. Era a casa perfeita, com o gato perfeito, mas quando eu fui tirar a foto, o dono apareceu na sacada do segundo andar. Eu, com a minha amiga: “Ah, vai se foder com sua vida perfeita e que nem me deixa tirar a foto.”. Não tinha mercado de rua hoje (Portobello Market), mas algumas barraquinhas ficam lá todos os dias e têm várias lojinhas legais também. Almoçamos pizza num restaurante chamado Organic food, ou algo do tipo e morremos de fofura com o lugar.

IMG-20130506-00242

passando pela rua e.. wtf/

IMG-20130506-00241

a rua perfeita, com a casa perfeita, o gato perfeito e, provavelmente, o marido perfeito. asshole.

IMG-20130506-00239

the travel book shop – que agora é uma sapataria.

 

Então você chegou em Londres e quer ir às compras. Onde você deve ir? Oxford Street. O que tem nessa rua? Tudo. Desde roupa para a ralé até as roupas mais caras, você vai encontrar aqui.

1. Primark. (http://www.primark.co.uk/) Começando pela loja mais popular daqui de Londres. Todas as vezes que eu fui lá, ouvi pelo menos uns cinco brasileiros conversando, ligando para fulana e perguntando qual era o tamanho para comprar uma bota que a servisse. As pessoas saem com altos carrinhos pela loja comprando quantidades cabulosas de roupa. Por quê? Porque tu acha nesse lugar uma regatinha básica por £2.00, vestidinho por £10.00 e por aí vai. É muito barato mesmo. Claro que a qualidade não é das melhores e tem muita roupa baranga, mas quem procura acha.Você encontra duas Primark na Oxford Street: uma perto do Marble Arch e outra na saída da estação Tottenham Court Road.

2. H&M. (http://www.hm.com/gb/) Outra favorita dos brasileiros. Não é tão barata como a Primark, as roupas têm uma qualidade melhor e são mais bonitas. Toda semana é lançada uma coleção diferente. Você encontra um vestidinho fofo por £15.00, uma jaqueta mais bonitona por £60.00.. Por aí. As roupas são casuais, mais fáceis de vestir. Você encontra H&M na cidade inteira e, recentemente, abriram uma na Oxford Circus. Super central.

2.1 & other stories. (http://www.stories.com/) Essa loja, na verdade, é uma marca da H&M. Você encontra essa loja na Regent street. As roupas são também casuais, mais minimalistas e um pouquinho mais caras que a H&M. Tem uns acessórios e sapatos bem legais e umas roupas bem clássicas, tipo aquelas camisas com tecidos mais finos com um preço legal, vestido tubinho etc.

3. Top Shop. (http://www.topshop.com) As mina pira. Todo mundo sabe que a moda daqui de Londres é bem típica e que as pessoas nas ruas se vestem muito bem. Você encontra pessoas super estilosas no metrô, como se estivessem saído da passarela. Por quê? Porque as lojas mais povão trazem o que é tendência para as ruas. E você encontra esse tipo de moda aqui na Top Shop. Tem roupa para tudo quanto é tipo de gente. Tem coisa muito feia também, mas em geral você encontra muita coisa legal. Tem que saber fazer umas combinações legais, não ter medo das estampas super diferentes, enfim. Gosto dos acessórios de lá. Chapéus, bijou, sapatos, bolsas. A loja se situa na esquina da Regent Street com a Oxford Street.

4. Urban Outfiters. (http://www.urbanoutfitters.co.uk/) Essa é minha loja preferida, porém ela é um pouquinho mais cara que as outras. É uma moda um pouco mais hipster, mais despojada. Adoro os casacos de lá, os vestidos. É um lugar mais divertido e xóvem. Na loja você encontra para vender LPs, cadernos legais, fones de ouvido, coisas que têm a ver com o clima da loja. Estou namorando um cardigã de lá há uns dias, mas fico com dó de gastar meu dinheirinho. .-.

5. Zara. (http://www.zara.com/webapp/wcs/stores/servlet/home/uk) Bueno, a Zara dispensa apresentação porque nós já a conhecemos, né. É o mesmo formato, mas algumas roupas são diferentes, claro. Vale a pena fazer uma visita nessa loja, mesmo que você tenha uma dessas no Brasil.

6. Uniqlo. (http://www.uniqlo.com/uk/) Amamos/somos os asiáticos. Essa loja é bem básica e é ótima para comprar camisa, camiseta, calças coloridas, leggings, segunda pele.. Você não vai encontrar cortes super descolados aqui, ou uma peça super diferentona. Você vai encontrar o básico, de boa qualidade e bonito.

Enfim, essas são as lojas mais conhecidas daqui de Londres. Claro que tem uma infinidade de coisas aqui, para uma infinidade de gostos e bolsos. Dando uma volta na Regent St, Oxford St, você vai encontrar outras lojas que são a sua cara e que correspondem ao que você está disposto a gastar. A variedade daqui é imensa. O negócio é procurar. Um lugar que não se deve deixar de visitar é Covent Garden, lá tem muitas lojas legais, desde H&M a Chanel. A Bond St também é um lugar interessante para quem quer gastar mais. Nessa linha ‘a cara da ryqueza’, não se deve deixar de visitar a Harrods (parque de diversão de gente rica – o que não é meu caso), Liberty, Selfridges etc. A Carnaby st, no Soho, é um lugar super conhecido com muitas lojas fofinhas. Descobri a Monki por lá e adorei. Tem também a SIze? para quem quer comprar tênis, sapatos e pans. E, claro, os mercados de Londres. São inúmeros, para todos os gostos.

 

Planejei ontem ir para o Royal Observatory e Whitechapel gallery nessa manhã de domingo. Porém, me lembrei que várias linhas do metrô estavam fechadas e os dois lugares são bem lonjinhos da minha casa. Como a preguiça reina e eu não estava afim de ficar me deslocando de um lugar para o outro por mais de uma hora, resolvi ir para Camden Town, lugar que eu ainda não conhecia. Peguei o ônibus e em poucos minutos cheguei na High Street de Camden. Já do ponto de ônibus você é carregado pelo rebanho de pessoas.

É um lugar bem diferente dos pontos turísticos mais posh de Londres. Tem um aspecto mais decadente, mais ‘sujão’ e é mais alto astral. Tem várias lojas com roupas mais roqueirinhas, jaquetonas de couro, casacões, coturnos, colares e pulseiras com aqueles espetos, enfim… Tudo que segue o estereótipo ‘do malzinho’. Depois de passar por algumas lojinhas fui para o Camden Market, que é um conjunto de barraquinhas. Lá tem várias camisetas (tee) legais, vestidinhos, mas o que mais gostei foram os colares, anéis, pulseiras. O lance aqui é pechinchar e olhar todas as barracas antes, para ver qual é o melhor preço. Normalmente elas vendem quase as mesmas coisas, então você encontra um colar em um lugar que custa £7, mas na barraca ao lado custa £5.

Como eu queria uma blusa diferente (só encontrava blusa do Joy Division, Londres, ou aqueles bigodes malditos), entrei em uma lojinha bizarra porque com certeza ali tinha blusa de tudo quanto é jeito. E estava certa. A loja tinha tudo, mas a atmosfera era muito tensa. Na porta, você acha que a loja é pequena, mas ela vai se expandindo a medida que você vai entrando, parece. Uma mulher de perucona rosa, corset e peitos quase de fora, falou para eu ir entrando e me mostrou onde as tees estavam, organizadas alfabeticamente. Encontrei uma do Siouxsie and the Banshees. A mulher de rosa: “Você vai querer essa?”. “Sim, quanto é?”. “Você tem que perguntar para o boss.” Ela apontou em direção a outra mulher. Eu: “Quanto custa?”. “I’m not the boss, love. HE is the boss.”. E apontou para um velho escroto. Ele: “25 quid.”. E ficou me encarando. Eu acho que minha testa tem escrito OTÁRIA, porque, né, eu não consigo falar NÃO. “What?”. “25 quid.” Ele ficou me encarando. “Mas eu quero olhar outra camiseta.”. “Pague primeiro que eu te mostro o resto.” VELHO, EU PAGUEI 25 POUNDS POR UMA CAMISETA.

Daí o velho chamou um carinha. “Ele vai te mostrar jaquetas e calças agora. Follow him. Ele é um pouco surdo, então você tem que falar alto com ele”. Eu fiz uma cara de QUE MERDA É ESSA para a mulher de rosa. “Do what he says.”. Fui, né. Descemos para o porão e.. Cara, tinha uma segunda loja lá, de tanta jaqueta que tinha. Eu dei uma olhada, mas já estava puta por ter gastado tanto dinheiro na camiseta. Perguntei o nome do cara, que devia ter praticamente a minha idade. “Alex.”. “Ok, Alex. Thank you, mas não quero mais nada por hoje. Bye.”. Subimos, a mulher de cabelo rosa: “Você não vai levar nada? O Alex vai chorar.”. O Alex estava até rosa de vergonha. Daí o velho: “Leva ela lá para cima e mostre as calças.” Novamente, uma terceira loja lá em cima, tinha um cômodo para cada tamanho diferente, P, M e G. BI-ZAR-RO. Fiquei sabendo que o tal do Alex estava trabalhando na loja há um mês apenas e morando em Londres há seis meses. Ele é da Suécia e é músico, mas a cena Hard Rock de Londres estava meio morta. Ele veio na época errada. Agradeci, não queria ver calça. Daí o BOSS falou: “Vem cá, querida.” Eu, desconfiada, né, porque o filho da puta me extorquiu, perguntei o que ele queria. “Just come.” Ele colocou uma gargantilha em mim. Eu disse que era bonita, mas que por hoje era só. Eu perguntei o nome daquilo em inglês, que eu não sabia. Ele: “15 pounds.”. Eu: “What’s your name?”. “Dracula.”. “Dracula, eu não vou comprar o colar.”. “Ok, 10 pounds.”. “Dracula, eu já paguei 25 quid numa camiseta. Tu acha mesmo que eu vou comprar essa gargantilha?”. Ele começou a rir, o filho da puta. Ri também, né. Daí a mulher de rosa: “Agora é ele quem vai chorar.”. Depois o Dracula ficou falando que eu era bonita, que ele gostava das brasileiras que iam lá e tentou me vender um corset. Queria que eu experimentasse de qualquer jeito. Saí fora, né. Só sei que eu fiquei remoendo esses 25 pounds, putíssima da vidíssima.

Andei mais por lá e, bem.. Me dei de presente um Dr. Martens. Turistar em Londres não é fácil para os pés e para as pernas, estava precisando de um sapato confortável e… Dr. Martens é incríffel. Apenas isso. Depois disso dei uma voltinha nos outros mercadinhos e, bem, deu pra perceber que os vendedores de Camden são bem espertinhos com turistas. Tem que ficar de olho aberto nessa região, porque é bem fácil de ser trapaceado. Eu me senti uma gringa no Rio de Janeiro prestes a levar calote a qualquer momento. Isso é bem frustrante, na verdade, e me irritou esse comportamento. Bom, depois almocei e fui procurar meu ponto de ônibus para voltar para casa. Nunca consigo me orientar naqueles mapinhas do ponto de ônibus. Fiquei andando de ponto em ponto e nunca era o certo. Pensei: quer saber, pega qualquer ônibus e é isso aí. Peguei o ônibus que ia para a Trafalgar Square e fui visitar a National Portrait Gallery.

É um lugar incrível e recomendo às pessoas que gostam ou têm vontade de saber mais sobre a história da Inglaterra. O audioguide de lá é super completo e explica tudinho. Claro que em um certo ponto do passeio, você começa a se cansar porque é muita coisa para ver. Depois da dinastia dos Stuart eu já estava: “Foda-se, vou ver só os highlights e é isso mesmo.”

Bueno, esse foi meu domingo.

P.S. Fui vestir a camiseta agora e senti uma energia horrível vindo ela. Minha amiga (que agora é minha roommate) sugeriu que eu a queimasse. Como não sabia muito bem onde poderia fazer isso aqui, fomos para fora e jogamos no cesto de lixo, demos três pulinhos, depois fui tomar um banho e tomei quase uma garrafinha de água de uma vez para limpar a urucubaca.