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Desde a última vez que escrevi aqui no blog, muita coisa aconteceu. Fiz meu Speaking e Written test do CAE. Parece que receberemos o resultado em agosto. A prova foi mais difícil do que esperávamos, mas enfim… Paciência. Está feito, agora é esperar pelo resultado. No mesmo dia fomos para a casa do nosso colega de sala japonês que fez Okonomiyaki e Yakissoba para a rapaziada. Foi muito bom. Na sexta-feira fui para Greenwich. Acho que esse é o meu parque preferido em Londres. Fomos eu, meu amigo brasileiro e minha amiga suíça, almoçamos juntos depois, demos um rolê. À noite foi a despedida geral da rapeize no Porterhouse, em Covent Garden. Sábado fui para Primrose Hill de manhã para me despedir da cidade e de um dos meus amigos, depois fomos para uma festa na casa de uma amiga e esse foi o último adeus de verdade. Foi bem triste na volta para casa, cada um descendo na sua estação, com a certeza que não nos veríamos por muito tempo. Talvez até nunca mais nos veríamos. Sendo que por três meses nos víamos todos os dias, dividíamos tudo com os outros e, mesmo sendo tão diferentes, acabamos ficando muito próximos. Dá um aperto no coração ter deixado certas pessoas para trás.

Quando deixei meus amigos aqui no Brasil, eu tinha a certeza de que os veria de novo. Mas com essas pessoas é diferente. Me despedi da minha host mom e do meu host father e eu não conseguia parar de chorar. Até que a minha host mom falou: “Vai dormir porque senão daqui a pouco eu choro também. Tchau!”. E essa foi a última vez que eu os vi. Acordei de madrugada, minha roommate ouviu o movimento no meu quarto e veio saber o que era. Ela não sabia que eu ia embora. Daí nos despedimos. Peguei meu táxi, fui para Heathrow, tive problemas com o excesso de bagagem, mas que foi resolvido. Depois me pararam na segurança. Normal. E depois… Depois foi isso. Fiz a conexão em Lisboa e 13 horas depois, o avião aterrissou no aeroporto de Confins. E eu abri o berreiro, porque… Bem, era real. Eu tinha voltado. E voltei com tudo acontecendo ao mesmo tempo no Brasil. Confesso que estou meio atordoada, querendo ver meus amigos, confusa com as manifestações, pensando o que vai ser daqui para frente.

PUTA QUE PARIU, eu volto para o Brasil em 10 dias. Desculpem-me se eu não respondi algum e-mail que vocês mandaram, ou não respondi comentário, ou ainda não respondi uma dúvida, mas as coisas estão meio corridas. Nesse fim de semana fui para Berlin, mas aconteceu tanta coisa que eu não sei nem como começar o relato. Nesse sábado farei meu Speaking Test do CAE e quarta-feira que vem será o Written test. Depois preciso comprar os presentes, fazer as malas, visitar vários lugares que ainda não fui, encontrar meus amigos daqui… Mé, só de falar isso tudo já bate uma depressãozinha.

As pessoas me perguntam se eu sinto falta da minha casa, se eu estou ansiosa para voltar para o Brasil. Olha, eu sinto saudade da minha família e dos meus amigos e estou curiosa para saber como será minha vida pós-Londres, mas não estou louca de vontades de voltar não. Parece que agora eu estou vivendo aqui mesmo e não mais como uma turista. Agora eu já sei qual vagão eu devo entrar no metrô para cair na saída certinha da minha estação, sei andar pelas ruas de certas áreas sem me perder… Dá um pouquinho de dó deixar isso para trás. Conheci muita gente legal aqui que eu vou sentir pena de deixar para trás e que, muito provavelmente, eu nunca mais verei. A vida continua. Alguns vão continuar em Londres, outros voltam para suas vidas em seus países como eu farei. Na Suíça, na Coréia, na Espanha, no Japão. No final da minha viagem para Amsterdam, perguntei para a Saudi se ela tinha Facebook para mantermos contato. Ela disse que não. Não pedi telefone, porque eu não ligaria para ela do outro lado do mundo. Por e-mail nós provavelmente não manteríamos contato. Disse para ela que era engraçado termos passado dois dias inteiros dividindo tudo, ela rezando perto de mim, dormindo no mesmo cômodo, fazendo todas as refeições juntas, mijando na mesma privada, contando coisas pessoais a outra e depois nunca mais nos veríamos na vida. Não é assim com tudo, minha gente?

Minha cabeça foi feita para entender que eu ficaria aqui por três meses e é isso. Não fico reclamando, ou cogitando a hipótese de ficar aqui por mais uns dias. Não. Dia 16 de junho eu embarco e 12 horas depois estarei no Brasil. Essa é a realidade. Mas eu já estou pensando se voltarei para aqui em diferentes circunstâncias. Quando voltar para casa terei que tomar certas decisões, resolver pendências, fechar alguns ciclos.

Uma coisa que eu percebo em intercambistas é que eles acham que viver em outro país é como se fosse um parênteses na vida. E não é. É tudo parte da mesma coisa. Você chega aqui com os mesmos problemas que tinha no seu país de origem, as mesmas limitações, os mesmos medos, só que aqui tudo se amplifica, pelo menos no início. Adoecer pela primeira vez fora do seu país e da sua casa é 10 vezes pior. Sair com pessoas diferentes para um lugar completamente novo é muito mais energizante. E são nessas situações-limite que o que nós realmente somos aparece com total força. É só nas situações de risco que nós realmente mostramos a nossa cara. Deve ser por isso que nos amadurecemos com mais rapidez nesse tipo de viagem. Eu mudei para caralho aqui em Londres. E tenho certeza que eu não tenho consciência de nem 1/10 dessas mudanças.

Enfim, isso tudo para dizer que eu preciso voltar a estudar para a prova e que em breve posto o que fiz na Alemanha.

Marquei de encontrar com meus amigos hoje na minha estação às 9h30 e eu acordei adivinha quantas horas? 9h. Sabe quando você se levanta da cama e sente seu corpo todo doendo, pedindo para dormir até cansar? Poisé, cogitei desmarcar com eles, mas depois pensei… “Velho, se você desmarcar, você vai ficar aqui fazendo o quê? Nada, né. Então levanta e vai.” Levantei e fui, cheguei atrasada atrapalhando a vida dos outros, mas tudo bem.

Fomos para a London Bridge station e como estávamos em cinco, rolou um deal e cada um pagou só £6 pelas passagens de ida e volta. Aliás, essa dica é quente, ein. Se for viajar de trem, viajem com mais gente que sai mais barato. Em mais ou menos 45 minutos chegamos à Brighton station. Descemos a rua principal e o clima da cidade é diferente de tudo que eu já vi por aqui até agora. Como só fui para o norte de Londres até então, a experiência de ir para o sul foi bem interessante. As pessoas parecem estarem mais felizes, as casas não são nada austeras, a atmosfera é muito mais amigável e convidativa.

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Reservei esse post para um tópico específico e que considero bastante importante: Como dar aquela melhorada no inglês? Se alguma pergunta que vocês mandaram ainda não foi respondida, não foi porque eu esqueci não, viu. Espero responder tudo logo, logo. E se mais alguém aí tiver dúvidas, clique aqui e me mande sua mensagem.

Primeiro, qual é a diferença de se aprender uma língua estrangeira em seu país de origem ou em outro lugar? No país de origem você tem contato direto e total com a língua, o tempo inteiro. Você tem que se comunicar nessa língua ou não conseguirá pedir comida no restaurante, ler o que está escrito nas embalagens dos produtos nos supermercados, entender o que o jornalista diz na televisão, enfim… E por que você aprende mais rápido, teoricamente? Porque recebe estímulos a todo momento, em diversas situações. O lance, então, é maximizar as chances de você receber esses estímulos. E isso pode ser feito daí do Brasil mesmo. Você pode ler, escrever, ouvir mais em inglês e, sem perceber, você aprenderá muita coisa nova. Você pode até não usar ativamente no seu dia a dia esse conhecimento, mas ele estará lá, adormecido, pronto para ser usado.

– whuttup/

Se você está no Brasil, como pode fazer para melhorar o inglês:

1. Faça aulas de inglês, obviamente, em uma escola de línguas ou com um professor particular.

2. Mude suas contas de Facebook, Twitter, blog, e-mail para o inglês.

3. Procure ler mais em inglês. Traga o inglês para a sua vida cotidiana. Se você quer ler uma notícia, leia em jornais estrangeiros. Recomendo o The Guardian e The New York Times. Eu detesto ler notícia sobre política e economia, mas adoro ler review na parte de cultura e arte, por exemplo. Leia sobre o que te interessa. Eu sou muito preguiçosa e não funciona para mim dizer: “Vamos tirar um tempo para estudar inglês.”. Para mim funciona: “Vamos ler uma matéria divertida em inglês no meu tempo livre.” Sacou a diferença? Não se desespere com as palavras que você não entender. Tire proveito disso e aprenda palavras novas.

4. Como nós respiramos a cultura americana nos últimos anos, somos bombardeados por músicas estrangeiras nas rádios, em bares, qualquer lugar que nós formos. Comece a prestar mais atenção nas músicas. Eu vejo muita gente que gosta de praticar pronúncia cantando, imitando alguns cantores.

5. Para praticar a escuta, o melhor jeito para mim é ver filmes e seriados. Comece a assistir séries com legendas em inglês. Depois, quando você se sentir mais confiante, vá tirando as legendas. Ou então comece por um seriado que você já viu mil vezes e assista sem legendas. Funciona muito para melhorar a escuta. Claro que no início a gente se sente um ignorante, não entende nada, mas não se desespere. Deixe seu ouvido se acostumar.

Se você estiver fazendo intercâmbio, como pode fazer para melhorar o inglês:

1. Fuja de brasileiros. Brasileiro e chinês: ô racinha que gosta de se aglomerar. Cruzes! Português você fala em casa. Aqui tem que falar em inglês. Claro que às vezes é difícil seguir isso no limite. Provavelmente você vai conhecer um brasileiro aqui e vai querer falar em português, ou encontrará com um amigo antigo, ou mesmo falando com os amigos que ficaram no Brasil pela internet. Não tem como banir isso da sua vida. O que eu digo é: saia da sua zona de conforto e faça amigos de outras nacionalidades. Se você ouvir alguém falando português, não saia correndo atrás do fulano: “EI, EU TAMBÉM SOU BRASILEIRA, VAMOS SER AMIGOS?”. Cê tá rindo, né? Mas é isso que acontece aqui.

2. As regras de leitura valem aqui, só que, né, agora é muito mais fácil porque tudo ao seu redor estará em inglês. Seja mais curioso. Leia os jornais do metrô, as revistas que eles dão de graça na rua, leia as plaquinhas, leia comprovante de compra, leia as embalagens, leia o que parar na sua mão. Vá à livraria e compre um livro.

3. Para melhorar a escuta, assista televisão, vá ao cinema, ouça o rádio, vá aos museus e pegue um audioguide, vá em guided tours… Mas o meu preferido de todos é ouvir conversa alheia em restaurante e metrô. Sente num café e fique ouvindo o que os outros falam, principalmente locais.

4. Para melhorar a escrita, converse com os amigos que você fizer aqui no chat, mande e-mails para eles. Uma coisa que eu tentei fazer no início, mas depois me deu preguiça.. Mantenha um diário em inglês. 

5. Converse bastante, com qualquer pessoa. Nem que seja pedir informação para um lugar que você sabe onde fica. Admito que eu falho nisso porque sou muito tímida e tetesto conversar com gente desconhecida, mas tente falar e falar e falar ao máximo

Para quem ainda não leu: respondendo às perguntas – parte I.

Sexta-feira combinei de encontrar com meu amigo 12h na Victoria Coach Station. Compramos nossa passagem pela Megabus por £10 e demos um rolé até às 16h, horário que o ônibus partia. Eu não sabia que aqui na Inglaterra os ônibus não faziam paradas e iam direto para o destino. Ao contrário do Brasil, que de tempos em tempos as companhias são obrigadas a fazer paradas, aqui não teve disso não. Foram seis horas de viagem direto, parando em algumas estações para o pessoal descer e outras pessoas entrarem e para trocar de motorista. Além disso, não tem dessa de reclinar a cadeirinha para tirar aquele ronco. Semi-leito da São Geraldo dá de 10 a 0. E o banheiro, cara? A descarga não funcionava. A privada funcionava como um baldezinho em que o mijo se acumulava ali. Não estou zoando. Enfim.. Chegamos em Liverpool e… Vai ver é porque eu estou acostumada com o ritmo de Londres, mas minha primeira impressão era de que Liverpool é uma roça, haha.

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Para quem ainda não sabe, dias atrás eu abri um espaço para as pessoas tirarem suas dúvidas em relação a Londres. Aqui está o post: https://jujz.wordpress.com/2013/05/05/oi-leitor-o-que-tu-quer-saber-tamo-aqui-pra-ajudar/. Podem mandar mais perguntas que eu vou continuar essa série de posts. Percebi que o que mais preocupa as pessoas é o lance da imigração e quanto se gasta por aqui, então aqui está a resposta. No próximo post devo falar em como dar aquela melhorada no inglês como lidar com viagens longas. Lembrando sempre que eu não sou especialista, nem nada. Estou aqui há quase dois meses, pouquíssimo tempo, então.. Talvez eu mude de ideia e perceba que algumas coisas não são bem assim ou vocês mesmos quando chegarem aqui sentirão isso. Porém, acá está o relato:

Imigração. Todo brasileiro que já veio para a Europa põe o maior medão na gente falando que a alfândega da Grã-Bretanha é tensa. E é mesmo, eles são bastante rígidos, mas nada que valha sentir medo e se borrar todo na hora H. Enfim, depois que você sair do avião, vai para um espaço enorme no aeroporto que, de um lado, tem a galerinha que é cidadã inglesa ou da União Europeia e o outro lado, o resto. Dai você vai para a filinha do resto e espera um pouquinho até ser chamado em um dos guichês. Primeira coisa, fique tranquilo. Eles estão fazendo o trabalho deles e, se você está fazendo tudo direitinho e não tem planos de ficar no país ilegalmente, você não deve nada a ninguém. Segundo, não vá para o guichê segurando o passaporte e toda a papelada. Espere até o fulano pedir o que quer de você. Não entregue tudo de uma vez para ele. Se ele pedir o passaporte, dê apenas o passaporte e o que ele for pedindo, à medida que ele for pedindo. Terceira coisa e a mais importante, esteja com todos os documentos certinhos, obviamente.

1. Se você for estudar aqui, tenha em mãos um comprovante da escola dizendo isso. Se for fazer qualquer outra coisa, tenha comprovante que você vai fazer essa outra coisa. Se for turista, mostre que você está só a passeio e que vai embora logo. O lance é mostrar que você não vai fazer merda no país do cara.

2. Tenha um endereço de onde você vai ficar no UK.

3. Mostre sua passagem de ida e volta. Mostre que você tem intenções de voltar para o país de origem e que não vai ficar ali ilegalmente. Mas também não saia falando se o fulano pedir sua passagem: “Eu vou embora, ein. Nem te preocupa comigo.”. A máxima da alfândega é: só responda o que te perguntam e o mínimo possível.

4. Talvez eles vão perguntar quanto dinheiro você tem e o que seus pais fazem da vida, para se garantirem que você não vai procurar emprego por aqui, ilegalmente. Tenha em mente esses números.

Acho que falei brevemente disso, mas a minha experiência na alfândega foi muito tranquila. Eu estava muito cansada para me sentir nervosa, estava preocupada com o transfer e só queria dormir. A mulher perguntou o que eu vim fazer no UK e eu disse: “Vim estudar inglês.”. Fim. Depois foi pedindo papelada comprovando que eu tinha me matriculado na escola. Eu tinha dois papeis diferentes, perguntei na boa qual ela precisava. Ela deu uma olhada enquanto conversava com o amigo dela ao lado. Depois pediu o passaporte e como eu nunca tinha viajado, fez um teatrinho me mostrando as páginas em branco do passaporte, dizendo “O-oh”. Eu não tinha o que explicar, só olhei para ela com uma cara de: “Poisé.”. E foi isso: “Welcome to the UK.”, carimbo de seis meses. O lance é se manter tranquilo, falar o mínimo possível, fazer o que pedirem e saber que você não deve nada a ninguém, que você está numa tranquila. Vão ter silêncios constrangedores, não os preencha. Não precisa forçar simpatia e sorrisos na alfândega. Eles não vão dar corda. No limite, você é uma potencial filha da puta que vai fazer merda no país deles. Então, fique na sua. Não minta nunca.

No meu caso foi ok porque eu já vim para cá sabendo falar inglês. Eu suponho que se você não se sentir confiante o suficiente na entrevista, você pode pedir um tradutor ou eles vão te sugerir quando verem que você não se familiariza com a língua. Ou seja: você não precisa se sentir na obrigação de já chegar aqui sabendo falar inglês.

Budget. Tudo depende do tipo de vida que você quer viver aqui em Londres. Você pode viver como um rei/rainha ou como um plebeu. Londres é uma cidade cara, mas quem procura acha. E, olha, nem te preocupe em ficar convertendo em real e ver quanto você está gastando no nosso dinheiro porque isso não funciona. Tem que começar a pensar com a mentalidade daqui. Você pode fazer refeições com £5, £10, £30… Ou menos que £5, se você puder cozinhar para você mesmo. Na minha agência, me falaram que era para eu chutar que gastaria £900.00 por mês. Olha, com essa grana você come bem de vez em quando, consegue comprar passagem para ir em uma cidade próxima, compra umas roupinhas: ou seja, se dá certos luxos Tem gente que vive aqui pagando só £500.00. Então, depende muito de você, como você está disposto a viver aqui.

Eu, por exemplo, a semana que eu gastei menos aqui, eu gastei £145.00. Gastei £50,00 em comida, considerando que eu jantei 5 dias em casa (já tinha pagado por isso) e não gastei mais que £8.00 numa refeição. Gastei £30.40 com transporte. Gastei £24.00 com roupa e livro, £23.50 com galeria e museu e £16.40 com celular. Ou seja, uma semana levemente mão de vaca e ainda assim, gastei dinheiro pra cacete. Lembrem-se, claro que eu não posso cozinhar aqui. Se pudesse, gastaria muuuito menos.

A minha semana cara aqui eu gastei mais de £300. £30.40 com transporte, £100.00 com comida, porém jantei mais fora e dois dias gastei mais de £10.00 em almoço, tomei um monte de cappuccino e comi porcaria, depois £18.00 com roupa, £27.00 numa noite em um hostel em Edimburgo, quase £30.00 com passeio em Edimburgo, £25.00 no musical do Billy Elliot e £127.00 de passagem de trem para a Escócia. Quédizê…

Você primeiro tem que contabilizar seus gastos fixos semanais. £30 com transporte, £70 com comida se você fizer refeições custando £5.. No mínimo, £70 por semana, sem ir para um restaurante diferente (e eu não estou contando café da manhã). Enfim, se alguém tiver mais perguntas em relação a isso, podem entrar em contato que eu respondo com o maior prazer.

Sexta-feira eu e minha amiga fomos jantar no Soho e, no caminho, vimos um bar todo bonitinho, cheio de luzinhas e.. Bom, vamos entrar e ver qualé, né. Era um gay bar, chamado The yard. Enfim, riscamos da to do list a experiência de ir em um gay bar em Soho. Depois procuramos por um straight bar, mas parece que éramos atraídas só pelos bares gays. Eles têm as melhores músicas e têm decorações de bom gosto.

the yard, em soho

Depois da experiência traumática em Camden Town – Camden is shit é meu bordão e do meu colega de sala coreano, estava doida para ir em outro mercado e tirar essa impressão ruim. No sábado fomos para o Spitalfields market (http://www.oldspitalfieldsmarket.com/) e, por sorte, estava acontecendo uma feira de coisinhas vintage. É uma feira bem organizada, pelo website dá para vocês sacarem como é a atmosfera. Tem muita coisa bonitinha e tem umas lojas na região também com muita coisa legal. Parte do mercado foi transformado num complexo de restaurantes e o lugar dá aquela impressão ruim de que o antigo, popular e trendy está sendo tomado pelo moderno, chique e fuén.

old spitalfields market

Nesse dia fomos comemorar o aniversário da minha amiga no The book club (http://www.wearetbc.com/), em Shoreditch. Primeiro que a região é super legal. É bem diferente da Londres bonitinha e aristocrática que nós vemos nos cartões postais. É uma região mais sujona, com galerias de arte escondidas, clubs legais, onde muita coisa está acontecendo por trás daquelas portinhas. Mas, como eu tenho percebido, os lugares legais e os points daqui de Londres mudam com muita rapidez. Parece que Shoreditch não é mais a cool area, pelo menos não a the coolest, saca. O club é excelente e foi muito legal ver um Banksy no caminho – lá é a região dele e encontram-se várias coisas dele por lá.

banksy em shoreditch

No domingo foi o segundo dia de mercado. Fomos para Brick Lane (http://www.visitbricklane.org/), mas chegamos por lá muito tarde. Não tinha mais barracas na rua, só em um galpão, mas ainda assim valeu muito a pena. Tem muito brechó legal, tinha um lugar vendendo vinis super baratos e Shoreditch é uma região sensacional, sério. É legal reparar nas pessoas que vão. Muita gente se vestindo de um jeito muito diferentão, muito hipster escroto, enfim.. Vi mais Banksy. Aliás, depois vou fazer um tour Banksy aqui. É um lugar que eu definitivamente voltarei e eu acho que está no meu ranking de preferidos.

banksy na brick lane

E hoje (Bank holiday) fui para Notting Hill. De manhã assisti o filme pela milésima vez e o lugar é exatamente como o Hugh Grant descreve no início. É uma vilazinha calma, tranquila, no meio do caos que é Londres. Dá vontade de morar ali, naquelas casinhas coloridas. Fui à loja de livros, que agora virou uma sapataria. Fui à casa de porta azul, que tivemos que tirar as fotos correndo porque tinha um cara estranho perto nos seguindo. Depois fomos para a rua mais fofa de toda Londres onde aconteceu uma das cenas daquele filme Love actually. E ali eu vi a casinha que eu sempre quis morar, no segundo andar tinha um gatinho fofo. Era a casa perfeita, com o gato perfeito, mas quando eu fui tirar a foto, o dono apareceu na sacada do segundo andar. Eu, com a minha amiga: “Ah, vai se foder com sua vida perfeita e que nem me deixa tirar a foto.”. Não tinha mercado de rua hoje (Portobello Market), mas algumas barraquinhas ficam lá todos os dias e têm várias lojinhas legais também. Almoçamos pizza num restaurante chamado Organic food, ou algo do tipo e morremos de fofura com o lugar.

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passando pela rua e.. wtf/

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a rua perfeita, com a casa perfeita, o gato perfeito e, provavelmente, o marido perfeito. asshole.

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the travel book shop – que agora é uma sapataria.